Restaurante Moiras Encantadas

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Restaurante Moiras Encantadas

Noite e Restaurantes | Restaurantes

restuarante premiado em concursos de gastronomia regional, é um digno representante da melhor cozinha algarvia serrana, distinta da praticada na zona litoral. Ricos, aromáticos e apetitosos, assim são os pratos que, com a assinatura de Rogério Alves, cativam os comensais desta casa, cuja decoração também homenageia esse Algarve mais desconhecido.

Localização Rua Miguel Bombarda 2
Paderne
8200-495 PADERNE ABF

Distrito: Faro
Concelho: Albufeira
Freguesia: Paderne
Contactos Telefone289368797Fax289368797emailPeça mais informações
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Mais Informações

Responsável: Rogélio Jorge

Serviços: Esplanada.

Horário de Funcionamento: Das 12h00 às 15h30 e das 19h00 às 24h00.

Estacionamento: Sim

Recomendado para grupos: Sim

Acessos para deficientes: Sim

Ambiente e decoração: Decoração acolhedora, com mobiliário típico das zonas serranas do Algarve.

Especialidades: Entradas: Carapaus alimados; Mexilhão gratinado com azeite e alho e queijo; Queijo de cabra gratinado com doce da casa; Cogumelos frescos gratinados; Rolinhos de Bacon e Banana grelhados; Farinheira assada; Alcachofras de azeite e alho gratinado com queijo da ilha de S. Jorge; Salada com mistura de alface, agrião tomate e cebola.
Peixe: peixe cozido; Camarão, descascado, salteado com azeite e alho; Polvo abafado com batata redonda e cebolinhas; Posta de peixe fresco do mar com batata alhada e tomate maduro.
Carne: Borrego do Barrocal Algarvio assado no forno; Galinha cerejada com figos e amêndoas; Lombinhos de porco salteados com azeite e alho.
Doces: Bolo de figo flamejado com medronho; Torta de amêndoas doces; Torta ou tarte de alfarroba; Bolo de Chocolate (brigadeiro); D. Rodrigo.

Formas de pagamento: Multibanco

Horário de Encerramento: 23:00

Lotação: 40

Preço Médio: 25.00

Tipo de Restaurante: Português, Regional

Área para fumadores: Não Fumadores

Dia(s) de Encerramento: Domingos (Jantares)

Acessibilidade de deficientes motores: Acessibilidade fácil



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Restaurante Moiras Encantadas - Paderne
Feitiço algarvio
   
Cláudio Garcia
   
Para chegar ao restaurante Moiras Encantadas, começamos por descobrir influências muçulmanas e depressa chegamos às memórias de infância no barrocal algarvio, quando o culto da mesa reunia a família de Rogélio Cabrita Jorge, os jantares principiavam às duas da tarde e a comida era deixada a atibar num tacho enorme em lume brando, a um canto da lareira.

Memórias de infância
   
A mãe era o chef da aldeia de Paderne, cozinhando aos domingos para casamentos, baptizados e outras festas, com cheiros e sabores que permanecem até hoje na imaginação do empresário. Prosseguiram com ensaios para os amigos, tertúlias que valorizavam a refeição como um espaço de prazer e convívio, chegando a finais da década de 80, na Suíça, onde o gosto didáctico pelos fogões deu lugar à primeira experiência de cozinha profissional. E, em simultâneo, ao fim da carreira de Rogélio Jorge como inspector técnico na Fiat.

Dez anos mais tarde, em 1998, podemos, enfim, regressar a Paderne, terra de um dos sete castelos representados na bandeira de Portugal. O itinerário mais fácil, para quem está na costa, é apanhar a velhinha EN 125 e subir por Ferreiras ou Boliqueime. Lá chegados, o Moiras Encantadas fica na rua principal, a Miguel Bombarda, mesmo junto ao campo da bola, hoje transformado em estádio.
   
O edifício, comprado em ruína, alberga seis quartos para hóspedes no piso superior. O restaurante fica no antigo celeiro - uma sala que aconchega, onde os arcos ogivais e paredes cremes em pedra nua, com cerca de 300 anos, conferem um ambiente intenso. Antes, passámos pelo páteo, a escolha perfeita em noites de Verão, cuja banda sonora pode ser escrita a notas de jazz. Está protegido por loureiros, figueiras, oliveiras, macieiras, limoeiros e outras árvores, mas a estrela é um tamarilho, espécie originária da América do Sul.

Tradição reinventada

Sentados à mesa, enfrentamos, por fim, o desfile de sugestões, resultado de décadas de amor à culinária. Memórias de infância, aprimoradas pela experiência, com um toque de autor e de criatividade a renovar a tradição da serra algarvia, explica Rogélio Jorge. Com prioridade aos legumes de época – mais de metade são de cultivo biológico - e aos produtos locais, como o polvo de Santa Cruz, a batata-doce de Aljezur e a amêijoa da Ria Formosa.
   
A carta inclui habitualmente o polvo suado em azeite com batata doce, a raia acompanhada por migas de berbigão e molho de coentros, a galinha cerejada com figos, amêndoa torrada e uvas, o borrego de abóbora. Combinam com os candeeiros a petróleo e tachos de arame numa das paredes da sala. O mobiliário é clássico, em madeira, a imitar o típico de Monchique. Uma das mesas, herança da avó materna, conta mais de um século e continua ao serviço, com a inevitável gaveta para talheres.
De entrada há gostos diversos: farinheira de porco preto, tiborna de mexilhões, tomatada de ovos. E, à sobremesa, o bolinho de figo flamejado com medronho, a tarte de alfarroba com licor, o D. Rodrigo, o sorvete de limão com licor de poejo. Apetece ficar, deixar repousar a qualidade e a experiência gastronómica. «Encaro a cozinha como forma de arte e a maior satisfação que tenho é transmitir felicidade às pessoas», diz Rogélio Jorge.

A lenda e o castelo
   
As ruínas de cor avermelhada do castelo de Paderne, um dos exemplares mais significativos da arquitectura militar muçulmana no nosso país, deram vida à lenda das moiras encantadas, uma história trágica que o chef adaptou. Na sua versão, elas habitam nos palácios subterrâneos, aparecendo ao alvorecer, vestidas de sedas finas e deixando transparecer o esplendor da sua beleza no espelho das águas límpidas da ribeira junto ao castelo mourisco. Para deslumbrar sonhadores e criar-lhes a esperança de encontrar a sua moira encantada.

Onde muçulmanos abandonaram influências, espreitamos o livro de honra. Cavaco Silva assinou-o na Páscoa de 2004, após um jantar de família. Páginas antes de Marques Mendes, João Cravinho e Júlio Magalhães, outras depois de Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e Lídia Jorge, escreve o Presidente da República: «Viemos, e já não é a primeira vez, cerejar a Páscoa com a magnífica galinha do sr. Rogélio. É sempre um prazer que pensamos repetir».
   
   
   
   
   
   
 
2008-10-02

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