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Quinta dos Amarelos
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Chama-se Quinta dos Amarelos, tem cavalos, moto 4 e muito campo para se andar à vontade. As casas são simpáticas, as vistas boas e saboreia-se a vida do campo, a dois passos da aldeia de Vaiamonte.
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N'Dalo Rocha
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2002-10-01
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A Quinta
Após Vaiamonte, anda-se mais umas centenas de metros pela terra batida até chegarmos ao portão dos Amarelos. Toca-se à campainha, fala-se para a câmara e por fim entra-se para o condomínio. São onze casinhas acolhedoras, quase a estrear, todas alinhadas em ruas paralelas, como numa pequena aldeia. Caiadas de branco como manda a tradição alentejana, têm também uma barra amarela ao redor. À conversa com o proprietário descobre-se o porquê desta cor, típica de Vaiamonte que deriva do óxido de cobre que dava uma cor ocre . E como se quis manter a tradição, este lugar não poderia ter outro nome que não Amarelos.
Repousando sobre a suave colina que espreita para Vaiamonte, nesta quinta desfruta-se do espaço. Apesar de serem 11 casas, anda-se livre, sem darmos sequer conta que estamos rodeados de vizinhos. Afinal, estamos no campo e talvez por isso à volta haja capim e oliveiras. Nada de relvas ou preciosismo estéticos que pouco têm a ver com a região.
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De noite, ouvem-se os grilos e as cigarras e consegue-se ver um belo céu estrelado, sempre que as nuvens não andam por perto. A filosofia da casa é simples. Cada qual ao seu ritmo, sem qualquer tipo de stress, nem sequer para tomar o pequeno almoço. Quem quer pão quente pede na véspera e quando acorda na manhã seguinte, encontra um saco pendurado à porta de casa. Basta pedir. Não há restaurante, mas para refeições ligeiras encontra o essencial na loja da quinta, para além dos queijos, enchidos e bons vinhos regionais. Pede-se e leva-se. Tudo é apontado no computador e só se paga na hora da partida. Ninguém nos aborrece com papeis, facturas ou recibos. É fácil. Depois, vai-se descobrindo as áreas comuns da casa onde se convive. A começar pelo amplo salão, onde se põe em evidência mesa de snooker os dotes de Steve Davis (ex-campeão do mundo). No outro extremo, estão o ecrã gigante e as portas que dão acesso ao pátio, onde se encontra a piscina, talvez o melhor lugar da quinta num dia de sol. E a enorme azinheira que dá sombra ás cadeiras do abrasado calor alentejano.
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