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Monte dos Aroeirais
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Em Fronteira descobrimos uma confortável casa de campo com um toque rústico
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N'Dalo Rocha
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2004-03-02
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Um nome do campo
Aroeirais é um topónimo que não vem da areia ou outra matéria inerte qualquer. A explicação é simples e lógica até. Provém do aroeiro, um arbusto selvagem de pequeno porte que quase nunca cresce quando plantado. Contudo, quis o acaso que ali mesmo ao pé da casa brotasse um e bem grande por sinal.
Estava dado o mote para o nome da herdade que durante décadas, não se dedicou senão à vida agrícola e ao campo como fonte de rendimento. Depois, como aconteceu a tantas casas por esse país fora, veio a reconversão para o turismo rural. A proprietária, mãe de cinco filhos e professora reformada, trocou a vida urbana de Coimbra pela pacatez de Fronteira num regresso às origens. E como não consegue ficar parada, decidiu reformar a velha casa de família, adaptando-a ao turismo.
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As suites do primeiro andar
O Alentejo sempre foi por excelência uma zona de caça com fortes tradições em Portugal, especialmente na região de Fronteira e Alter do Chão. Por esse motivo, não surpreende que todos os quartos da casa tenham o nome de um animal de caça, com a respectiva gravura pintada na porta.
Ao todo, são seis os aposentos dos hóspedes, situando-se dois no rés-do-chão e mais quatro suites no primeiro andar, todos com nomes sugestivos alusivos à caça. Assim temos a suite das perdizes, das codornizes, dos patos e das galinholas. Amplas e confortáveis, todas têm uma antecâmara onde repousa o televisor, sobre uma pequena mesa de madeira, para além do sofá cama.
A traça arquitectónica é idêntica em todos os quartos, apesar de cada um possuir o seu toque pessoal, a sua cor e decoração própria, num estilo personalizado e com bom gosto. As camas têm cabeceiras de ferro, há louças antigas como um velho lavatório, ainda anterior ao tempo do Rei D. Carlos, numa das suites. Os tectos são forrados a ripas de madeira e reforçados com grossas traves que sustentam em parte a estrutura da casa, o que lhe dá um toque muito campestre.
Mas como o Alentejo é uma terra de contrastes, quente no Verão e frio no Inverno, foi necessário instalar aparelhos de ar condicionado, só para manter o conforto térmico dos hóspedes, dada a impossibilidade de construir lareiras em cada um dos quartos. Seria mais acolhedor, sem dúvida, mas como não há, aproveitam-se estes pequenos toques de modernidade sem deixar de tirar partido do rústico.
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