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Monte dos Arneiros em Montemor-o-Novo
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Este sítio é tão bonito, as camas dos quartos tão confortáveis e o silêncio tão grande que só apetece dormir. Mas com piscina lá fora, tanto campo para descobrir de bicicleta, e um aérodromo por perto onde se pode andar de ultra-leve, dormir de mais era uma pena.
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Nuno Maia
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2001-09-19
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Quem vem de Lavre, uma pequena terra a seguir a Montemor-o-Novo só descobre o Monte dos Arneiros quando dá de caras com um discreta placa de madeira. Depois, até se chegar à casa principal, ainda é necessário percorrer alguns quilómetros. O caminho, feito de terra batida e buracos, vai anunciando o que se irá encontrar a seguir. Difícil de chegar mas, por isso, mesmo, um sítio tranquilo e isolado. O Monte é agradável. Ambiente rústico a misturar-se com a beleza da enorme da casa principal dos Arneiros, iluminada de fora por bonitos candeeiros amarelos. E é aí que estão alguns dos quartos onde se pode ficar instalado. Em redor, os hectares de terra livre de construções trazem asseguram o repouso, seja-se huerreiro ou não, tanto faz. Por isso mesmo, e como se calcula, uma das melhores coisas para fazer aqui é dormir. Dormir muito bem. As noites calmas, só são ameaçadas por alguns grilos mais barulhentos.
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Passeios pelo monte
De dia também há muito para fazer. Mas só depois de um pequeno almoço saboroso, com ovos mexidos e bacon incluídos, tomado na sala de jantar da casa, ocupada sobretudo por estrangeiros. Aproveitando a manhã, pode-se começar por um passeio de bicicleta. Não será a forma mais indicada de descanso, mas é com certeza uma óptima maneira de se conhecer melhor os Arneiros. E descanso a mais até pode fazer mal. As estradas em redor servem de obstáculo a quem chega. Mas também dificultam a vida a quem passeia à volta. Adiante. Lá terá que ser. Avance-se pedalando com alguma precaução.
Espalhadas pelo monte, vão surgindo algumas casas de campo. Num estilo semelhante à casa principal, mas ainda mais isoladas, são o ideal para quem procura uns dias em completa privacidade. E se a ideia for fazer férias destas com regularidade, podem ser alugadas ao ano. Uma ideia a ter em conta.
Para quem vai em grupo, o melhor é escolher as casa da malta. Antigamente eram usadas pelos trabalhadores do monte. Agora, com dois quartos onde cabem mais de sete pessoas em cada um, e uma enorme sala, servem para grupos. Grupos grandes. Original sem dúvida.
Quem não fica nas casa, segue agora caminho, de volta à casa principal. E faz muito bem. O mais importante neste passeio é a paisagem, e quanto a isso, dificilmente se fica desiludido pela efeito do verde salpicado de agradáveis sombras de árvores. De qualquer maneira, sobrando calor, no fim do passeio pode-se enfiar o corpo na piscina o tempo que for preciso, até à temperatura satisfazer.
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Desportos mais radicais
Para os mais radicais não faltam opções. A pouco quilómetros do Monte, há a escola Internacional de Ski Aquático, uma das mais modernas do país, dizem. E também dizem que depois de se conseguir andar em pé sobre as águas, o difícil é não querer voltar.
Há quem não goste? Claro que há. Mas também há mais para fazer. Por exemplo, voar. Voar de ultra-leve. Basta ir ao aeródromo de Montemor-o-Novo e tratar do assunto. E pronto, chega, que a ideia era isto ser um fim de semana descansado.
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