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Monte de Marvila
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Descansar em Ponte de Sôr, por entre o campo e deixar-se envolver pela paisagem do Alto Alentejo.
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N'Dalo Rocha
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2001-08-29
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Quem vem de Ponte de Sôr encontra apenas uma discreta placa de madeira que diz Monte Marvila. Três quilómetros de estrada empoeirada atravessando herdades e campos de sobreiros até se chegar lá. O sítio é isolado e tranquilo, bom para relaxar. Pelo menos à noite está garantida a imunidade contra ruídos urbanos, luzes e outras coisas que perturbam. Dorme-se bem, em calma total, embalado pelos grilos do campo. No dia seguinte é o pequeno almoço da D. Antónia que marca o início da actividade. No salão principal percebe-se depressa que estamos em ambiente rural. As duas lareiras justificam-se para aquecer um espaço enorme e fazer lembrar que os invernos são rigorosos. Ao lado, uma pilha de troncos. E por cima de uma delas jaz pegada à parede uma cabeça de um javali embalsamada, um troféu de caça. Aliás, animais embalsamados não faltam na casa e logo no hall de entrada está uma cabra em pose imponente e cornos em riste, embalsamada, claro. O pé direito do salão é muito alto e o tecto, suportado por traves de madeira em forma de V, dá-lhe o toque rústico. Para além da desnecessária televisão, há uma mesa de snooker para preencher o serão e uma pequena mesa com garrafas de whisky, licor e brandy, onde cada um tem de apontar na etiqueta aquilo que bebeu. Uma forma de tornar o convívio mais alegre, sem dúvida.
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Mobiliário à parte, também se pode almoçar ou jantar, mas primeiro é preciso discutir o menu na véspera com a D. Antónia. Embora os 13 500$ por noite não seja um preço exagerado, dois dias é precisamente o tempo mínimo que se pode ficar. Estranha esta forma de fidelizar clientes. Fora da casa, a vista pode não ser a paisagem mais deslumbrante do mundo, mas não deixa de ser harmoniosa, confundindo-se entre o Ribatejo e Alentejo. À volta, uma extensão enorme de sobreiros plantados no meio de um campo de areia branca. A cortiça, é outra das actividades que se desenvolve cá e por isso, mão à obra.
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De mota ou a cavalo
Se gosta de descanso mas também de andar a cavalo veio ao local certo. A escassos 80 metros da casa principal está o picadeiro, o verdadeiro ex-líbris do monte. São oito pilecas que pode montar para dar umas voltas dentro do picadeiro, ou então passear campo fora. E o melhor é que, se combinar antecipadamente, também pode trazer o seu cavalo de casa (o transporte é a suas expensas) para passar uns dias de férias consigo.
Mas se gosta de adrenalina, tem sempre a opção de montar simultaneamente vários cavalos na moto quatro que existe para alugar. Acelerar pelo campo fora por entre lombas e trilhos levantando um rasto de poeira atrás de si. O único travão à emoção são os nove contos por hora, que desmotivam um bocadinho.
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E à volta da Herdade
Águas Todo o Ano, é o estranho nome da primeira terreola a seguir ao Monte. Tem poucas casas e um restaurante de beira de estrada onde param viajantes e camionistas. Ao contrário do que o nome indica, consta que é um lugar seco, praticamente sem água nenhuma.
Se o calor apertar e ficar com vontade de dar uns mergulhos, há sempre a hipótese de ir até Ponte de Sôr. Mesmo junto à ribeira de Sôr, a nova zona ribeirinha é uma hipótese bastante agradável. Espaços verdes com piscina municipal, esplanadas e campo de ténis, ideal para passar uma tarde solarenga.
Mas se mesmo assim não estiver satisfeito, há sempre a possibilidade de visitar a barragem de Montargil. Aí, Água todo o Ano não é nenhuma metáfora.
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