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Monte Alerta, em Monsaraz
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Numa terra bonita como Monsaraz, tinha que se escolher um turismo a condizer. Seguindo várias placas, descobre-se o Monte Alerta. Depois, o difícil é querer sair dali. Mas como a vila justifica o passeio e os seus restaurantes também, depois de um passeio a cavalo cumpre-se o dever de viajante.
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Nuno Maia
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2001-10-03
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Subindo em direcção a Monsaraz, as indicações para o Monte Alerta sucedem-se. Em baixo do nome, uma série de desenhos indicam aquilo que se vai encontrar no monte. Mas isso, por enquanto, pouco interessa. A viagem é longa e a vontade de chegar é muita. A poucos quilómetros da vila, na estrada, começa-se a ver uma pequena casa perdida numa imensidão de terra desocupada. À medida que se vai a aproximando a casa torna-se cada vez maior, e ao passar por lá as suspeitas confirmam-se. Chega-se finalmente ao Monte Alerta. Pelo menos é o que indica a placa, pregada no lado direito da estrada. Depois de se atravessar o portão ainda é necessário percorrer cerca de um quilómetro para lá chegar. Quando finalmente se sai do carro, a indiferença da paisagem, as árvores que teimosamente não se mexem, e a ausência de qualquer barulho deixam antever o melhor. O Monte Alerta é realmente o sítio ideal para quem quer descansar, no sossego e na calma alentejana. Para ouvir barulho é preciso gritar. E mesmo assim, nem eco faz. Por isso, o melhor é ir dormir. Dormir muito até não se conseguir mais. O que aqui não é nada difícil. A simpatia do quarto e as noites imunes a qualquer ruído convidam.
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Passeios a cavalo
O dia seguinte começa com uma visita à casa, pintada no exterior de branco e azul. O pequeno almoço, a única refeição do Monte, é servido numa mesa corrida, onde os hóspedes se juntam, numa sala junto à enorme cozinha de pedra. Todos os dias vários bolos caseiros, feitos poucas horas antes, fazem as delícias de todos . Além de serem um óptimo pretexto para iniciar uma conversa.
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Na parte de trás da casa, encontra-se a piscina para além, claro, de algumas cadeiras e mesas a convidar a horas de sossego a olhar a paisagem. Do lado de lá da cerca que delimita o espaço para os hóspedes, cavalos, galinhas e pequenos cabritos, passeiam-se vaidosamente em grupos. Isto claro sem contar com o Álamo, um pachorrento pastor alemão que religiosamente segue a dona para onde quer que ela vá.
Depois de tanto descansar, e já que se teve o prazer de conhecer os cavalos, porque não escolher um e partir num passeio pelas redondezas. Quem não for adepto poderá sempre escolher uma outra forma de passar o tempo. Lendo um livro, ou conversando com os simpáticos donos do Monte. Ou não fazendo coisa nenhuma, que é uma das melhores e mais velhas maneiras de passar o tempo.
Conhecer Monsaraz
Pode-se também pegar no carro e partir à descoberta. Afinal nem só de descanso se faz um fim-de-semana. Com a vila de Monsaraz ali tão perto, era uma pena não aproveitar para a conhecer. E pensando bem não cansa assim tanto. Basta andar um bocadinho a pé. Vai ver que não se arrepende.
Situada dentro das muralhas, Monsaraz é uma das mais antigas povoações de Portugal. As suas estreitas ruas em calçada merecem por si só uma visita. Durante o percurso encontram-se vários motivos para se parar. Alguns carregados de simbolismo histórico, outros nem tanto. São os casos dos restaurantes que apesar de não serem importantes vestígios de outros tempos, são sempre um motivo para passar algumas horas.
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