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| Hotel Astória |
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Termas de Monfortinho
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No sopé da serra de Penha Garcia é possível fazer uma quinzena termal num dos melhores balneários do país, em Monfortinho claro.
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N'Dalo Rocha
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2001-06-27
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Balneários de azulejos desmaiados pela humidade com velhos a acotovelarem-se dentro de uma piscina. É assim que imagina umas termas portuguesas? Pois é, wrong answer. Monfortinho é um complexo moderno com uma coutada de caça, clube de pesca e tiro, restaurantes e hotéis onde vale a pena passar duas semanas de férias termais.
O balneário, recentemente remodelado, tudo imaculadamente limpo e arrumado, como se de um hospital civilizado se tratasse, desmente todas as ideias feitas.
Antes de entrarem, os aquistas (é assim que se chamam os doentes termais) sabem quais os tratamentos que irão fazer e em que horário. Como aqui não há papéis, a informação do processo médico concentra-se num pequeno cartão informático que também abre as portas das cabines de tratamento. Modernidades.
O primeiro passo é a passagem pelos vestuários, onde nos despojamos de adereços insignificantes, como soutiens e ceroulas, (proibidos) trocadas por um par de chinelos e um roupão. Assim até dá gosto ser utente. Atendimento personalizado, técnicos com formação específica e ainda por cima gentis. São eles quem nos acompanham por entre os longos corredores até chegarmos à cabine indicada para o tratamento desejado.
O corpo
Quem optar pelo "Escocês" vai ficar com o corpo moído mas satisfeito. Numa sala comprida e estreita, o aquista ( que raio de nome, deviam mudar isto) enfrenta a fúria da água agarrado a dois varões tipo escada de piscina enquanto o técnico o bombardeia com um fino jacto de alta pressão. O primeiro impacto é muito forte e desconfortável. Debaixo da água, a vontade é injuriar o homenzinho de bata azul que nos chicoteia o corpo, qual carrasco que açoita a vítima. As plantas dos pés parecem querer despegar-se do chão tal é a força da água. Os joelhos vibram à passagem do jacto, e do abdómen é melhor nem falar. Quando chega a vez das costas o resto do corpo descansa e os músculos já conseguem relaxar um pouco. Depois volta a reiniciar-se todo o processo. À segunda investida, inversamente ao que seria de esperar aguentamos bem a tortura da água. Agora, o técnico já não parece um tirano mas sim um massagista profissional. Quando o "escocês" acaba, fica-se com a sensação que ainda se aguentava mais uns jactinhos. Satisfeitos, às tantas já nem sabemos se isto são termas ou um de health club de luxo.
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Para afastar essas dúvidas metafísicas que perturbam o espírito, nada melhor que um banho vichy. Uma vez dentro da sala, é só preciso tirar o roupão e deitar-se na maca com as mãos debaixo do queixo. Enquanto os jactos de água quente começam a escorrer pelas costas, dois massagistas relaxam o corpo com massagens suaves. De olhos fechados perde-se a noção de tudo. Da planta dos pés até ao pescoço, o corpo humano conhece pela primeira vez o significado do verbo descontrai e ao fim de alguns minutos já nos sentimos leves, muito leves. Os 15 minutos passam num instante e sabem a pouco. Em Portugal, este é o único vichy feito com dois massagistas durante um quarto de hora. O sucesso é tão grande que "chegam a vir clientes de Madrid e do Porto só para o vichy" explica orgulhoso o adjunto da administração António Macedo. Massagens à parte as águas de Monfortinho são muito mineralizadas, o que lhes confere propriedades terapêuticas, boas para tratamentos de pele, problemas digestivos e reumáticos. A mais recente coqueluche das termas é o ginásio e as banheiras de hidromassagem no terraço onde se conjuga a acção do sol com o efeito das águas. Uma dupla magnífica.
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E a alma
Mas quem passar por cá uma quinzena, nem só das águas vive. É possível caçar nos 15 000 hectares da coutada do complexo ou dar uns tiros no clube de caça. E mesmo que não cacem o que comem, os bons garfos têm muito por onde escolher. Do bife de javali no restaurante Beira Baixa a umas tapas de veado com queijo de ovelha no Ibérico, passando pelo bufete das sobremesas no restaurante do hotel Astória, igualmente imperdível e actua como um tónico energético para repor as energias ao fim de um dia de balneário.
Estando aqui, é sempre de aproveitar para visitar Monsanto, uma das aldeias mais bonitas de Portugal, no topo da serra de Penha Garcia. Para comprar caramelos, Espanha está a apenas a três quilómetros, embora La Moraleja, a primeira povoação grande ainda fique a mais de 20 da fronteira. Fica a sugestão para um passeio de fim de tarde.
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CHEGAR AO SÍTIO
A partir de Castelo Branco apanhe a N 233 até S. Miguel de Acha e depois siga pela N 239 até às Termas de Monfortinho. Para chegar ao balneário termal, siga a rua principal da vila até ao fim e veja a indicação das placas.
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INFORMAÇÕES ÚTEIS
Preços: Para uma quinzena de férias com hotel e tratamentos ponha de parte mais de uma centena de contos. Para bolsas mais pequenas, o ideal pode ser uma semana ou mesmo um fim de semana prolongado. Dúvidas: As termas podem ser frequentadas por qualquer pessoas independentemente da idade. Não precisa sofrer de nenhuma doença de pele ou intestinal para experimentar. A prevenção é importante e as consultas médicas locais também são obrigatórias antes de iniciar qualquer tratamento.
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Castelo Branco, Idanha-a-Nova - Monfortinho
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