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2ª Parte - Convento da Provença - Portalegre
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Ana Raposo
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Homenagem aos castelos
Recuperado e ampliado, o Convento da Provença reúne um total de sete quartos e duas suites, distribuídos por duas alas – a nova, com vista para a piscina e para a serra; e a antiga, sobre o que resta das velhas muralhas, com a imensa planície como pano de fundo.
Campo Maior, Marvão, Alter do Chão e Elvas são nomes de quartos que se situam no piso inferior, uma zona nova construída de raiz, enquanto a suite Amieira se encontra junto à sala principal.
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No piso superior – a ala antiga que ainda conserva vestígios da traça primitiva - estão os quartos Alegrete, Crato, Belver e Castelo de Vide, este último transformado em suite e um dos melhores do convento. É constituído por uma lareira e uma pequena sala de leitura com uma larga janela que nos transporta para a época medieval. E nem lá falta o cenário: as antigas muralhas e as suas duas abóbadas que enquadram um grandioso horizonte a perder de vista. Homenageando alguns dos castelos da região, os quartos gozam de dimensões generosas, possuem uma decoração sóbria e rústica, em tons terra, beneficiando de muita luz natural. Nas paredes encontram-se expostas pinturas a óleo, alusivas aos referidos fortes, da autoria do filho do casal.
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Serenidade de um convento Pela manhã, a calma é absoluta. Se o tempo permitir, aproveite o sol matinal e saboreie lentamente o pequeno-almoço no pátio térreo, adjacente à sala para o efeito, onde as muralhas e o burburinho dos pássaros lhe dão os bons dias. Depois deste momento revitalizante, aproveite para dar um passeio a pé pela herdade. Se preferir, sempre pode ir de bicicleta, disponível na unidade. Contemple a natureza no seu estado puro e sinta a serenidade que este lugar transmite. A poucos metros do convento existe uma fonte, típica nestas paragens, onde a água fresca ajuda a matar a sede.
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A piscina também é uma outra solução para as tardes quentes que se fazem sentir no Alentejo. Atente no tampo da mesa que se encontra perto da piscina. Descoberto no chão da antiga capela do ancestral convento, pertenceu ao altar-mor da mesma. Uma oportunidade única para apreciar uma refeição mais leve numa raridade que em tempos serviu para o culto religioso dos monges.
Nos dias mais frios, os pequenos recantos dispostos pelo bar e pela sala principal, inspirados na época conventual, convidam à leitura, a um jogo de cartas, ou a uma conversa amena.
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Aproveite o ambiente elegante e familiar e usufrua da acolhedora lareira na companhia de antiguidades. Armaduras com marcas de balas ou que serviram de protecção a um combatente na Guerra dos Trinta Anos, uma reprodução de «O Homem de Capacete Dourado», de Rembrandt, e peças dos vários cantos do mundo com mais de quatro mil anos são apenas uma pequena amostra das “linhas com que se cose” este lugar.
Um museu vivo, que nos remete para a Natureza e o que ela ainda tem de puro e genuíno.
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2007-04-04
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