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Casa da Eira de Gondomil
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Imagine como a calma ganha contornos em frente a uma paisagem que parece jamais terminar.
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Álvaro Cúria
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2003-04-22
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Ao longe os montes de terras espanholas, bem assinalados, defendem um território e nós ali, sentados a tirar as pétalas de um malmequer, num fim de tarde tão calmo que nos deixa ouvir o som do céu.
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A Casa da Eira situa-se entre Valença e Monção, num desvio montanha acima até se chegar ao portão da antiga casa recuperada para acolher agora os hóspedes que vêm já de locais muito diferentes, tal é a fama da hospitalidade da casa. Mal se entra por esse portão, a vista apodera-se desde logo da nossa imaginação: virada a norte, a Casa da Eira tem uma paisagem que nos deixa suspirar e faz ter vontade de voar e ir mais longe. Remontando ao século XVII, a casa foi construída por frades que pertenciam ao convento de Sanfins de Friestas. Recentemente, deixou de ser uma casa de lavoura para ser adaptada ao turismo rural. Contudo, a eira e o espigueiro mantêm a sua traça original, resultando num edifício imponente sem deixar de ser acolhedor e aconchegante.
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O jardim é também uma mais-valia deste lugar. A piscina convida-nos euforicamente a um banho longo, com braçadas cheias de vigor ao lado dos socalcos da serra. Pena é que o Verão ainda não tenha invadido as terras do Norte mas contam-nos que o calor chega a ser grande, uma vez que a casa está bastante bem protegida dos ventos e, assim, a piscina torna-se uma fonte revigorante, como se fosse um finalizar de todo o descanso que se tem por aqueles lados. E os quartos, com vista sobre toda a magnífica paisagem, são modernos e confortáveis, totalmente remodelados para que o hóspede chegue ali com uma única preocupação: descansar o máximo possível. Ou então descer à sala de refeições ou à sala de estar e conversar um pouco com os donos da casa, enquanto se saboreia uma das compotas feitas na cozinha da casa, ao som, claro está, dos passarinhos.
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Posteriormente a casa contará com uma esplanada na sua outra fachada, capaz de entreter sob o sol alguém que queira passar por lá para provar um sumo. O ruído da grande cidade fica, contudo, bem para trás: aqui há pouca pressa, muita vontade de demorar em tudo o que se faz e o ambiente propício a umas férias em família, ou mesmo, e porque não, uma segunda lua de mel tendo como cenário o verde Minho? Ao subir em direcção à Casa da Eira, vá esquecendo tudo o que lhe causa preocupação. Chegue lá apenas com vontade de provar um pouco daquela calma. Do resto, a paisagem encarrega-se perfeitamente.
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