Do exterior de um antigo edifício pombalino permaneceu o carácter tradicional que contrasta com uma arquitectura de interiores que se quer moderna e sofisticada. Foi no casamento entre o clássico e o contemporâneo que apostou a conceituada GLA. Localizado no centro de Lisboa, junto ao Bairro Alto, numa das zonas mais boémias da capital, pretende o seu restaurante "Flores" e o bar com portas abertas para a rua, serem espaços de paragem obrigatórios neste circuito da noite. Uma novidade em Lisboa que tem dado que falar.
Observações:Nos quartos possui leitor DVD. Embora não possua Parque de estacionamento próprio é possivel estacionar com facilidade no Parque de Estacionamento da praça Luis de Camões beneficiando de um preço especial.O Hotel possui ginásio e massagem.
Formas de pagamento:Multibanco, Cartões Crédito
Formas de reserva:Telefone, Fax, Email
Acessibilidade de deficientes motores:Acessibilidade fácil
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No centro boémio e artístico de Lisboa, um “cinco estrelas” alia o luxo ao conforto familiar. Quisemos saber de que são feitos os versos deste poema em forma de hotel.
Francisco Gomes
2006-04-17
“Lisboa parece um conjunto de caixinhas de bombons”. Este é o comentário deslumbrado de um hóspede do Bairro Alto Hotel no terraço panorâmico do edifício, que se alonga até ao Tejo sobre as pequenas casas lá em baixo.
Se tomarmos a comparação à letra, o Bairro Alto Hotel é uma das mais recentes caixinhas de surpresa da capital.
Eleito pela revista internacional “Condé Nest Traveller” como um dos 60 melhores hotéis do mundo recentemente inaugurados, este “hotel de charme” (ou “boutique hotel”, como se podem apelidar os hotéis de luxo de pequena dimensão), começa por ter uns pontos de avanço logo pela localização.
Esta dificilmente poderia ser mais privilegiada: no centro cosmopolita de Lisboa, em frente à praça Luís de Camões, e ladeado pela rua das Flores e a rua do Alecrim, o edifício amarelo suave integra-se no centro da vida cultural e boémia da capital.
Fernando Pessoa toma o seu café na “Brasileira” ali perto; mais abaixo, Eça de Queirós segura os braços da “Verdade”, figurada em estátua; e Camões vigia a praça de olhos postos no Chiado. É entre esta distinta “vizinhança” e o comércio, os teatros, os bares e restaurantes do bairro alto que vive este “cinco estrelas”.
O Bairro Alto Hotel abriu em 2005, no mesmo edifício que, em 1845, foi um dos primeiros hotéis de Lisboa, o Grande Hotel da Europa.
Então, dormiram aqui grandes artistas da época, entre os quais a actriz Sarah Bernhardt. Hoje, o hotel mantém a herança da predilecção de artistas, tendo recebido em 2005 a companhia de bailado de Pina Bausch, que esgotou o hotel, e sendo o local escolhido pelo escritor Paul Auster para uma conferência de imprensa sobre o novo filme que está a realizar.
Mas não é preciso saber escrever ou representar para poder usufruir do conforto e luxo deste hotel. Se apreciar o gosto requintado, apoiado na simplicidade das formas e no cuidadoso detalhe, pode muito bem ser esta a sua morada por alguns dias.
Entre o clássico e o moderno
O lobby de entrada, com paredes despidas à excepção dos azulejos hispano-árabes e duas esculturas em ferro forjado de Rui Chafes, assume-se como um espaço de descompressão do visitante, uma antecâmara entre o bulício da cidade e a calma interior do hotel.
De ambos os lados, espreitam o Restaurante Flores e o espaço do Bar Garrett, dois locais que despertam a curiosidade para mais tarde.
Uma das primeiras impressões ao percorrer os corredores que levam aos quartos é a modesta dimensão do hotel. Mais do que um ponto fraco, este é um factor que reforça a intimidade do espaço, não fosse este um membro da prestigiada rede internacional “Small Leading Hotels of the World”.
O papel de parede nos corredores, com motivos florais, remete para um cenário “art déco”, atribuindo ao espaço uma modernidade clássica que se repercute em toda a atmosfera do hotel. Distribuído em cinco pisos, mais um sexto com terraço, o edifício alberga 55 quartos, incluindo 4 suites.
A entrada no quarto é uma das principais experiências de um hóspede, e neste hotel não há espaço para desilusões. De facto, a equipa de decoradores composta por Grace Leo-Andrieu e pela empresa Bastidor, no Porto, não poupou esforços para assegurar um clima especial, inspirado nos anos 20 do século passado.
Chão em madeira do Brasil, paredes com painéis também de madeira e mobiliário desenhado de propósito (como os roupeiros espaçosos, as camas – não soumiers - e secretária que também serve de toucador), são alguns “pormenores” de relevo. Falando em pormenores, em cada quarto existe na parede o “fresco” de um pássaro sempre diferente.
Televisão LCD, leitor de DVD, ligação wifi à internet, telefone directo com voice mail, mini-bar e cofre são aqui “equipamento de série”.
Nas suites, uma sala com sofás e cadeiras forradas de veludo convidam ao relaxamento; na casa de banho, uma banheira em estilo antigo, daquelas que se apoiam em pés no chão e vemos nos filmes de época, fazem-nos viajar no tempo.
Para uma experiência verdadeiramente romântica, aconselha-se uma dormida no quinto piso, desfrutando do encanto mítico das águas furtadas com tecto inclinado.