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Aldeia da Cuada na Ilha das Flores
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Era uma vez uma aldeia de onde partiram todos os habitantes. Uns anos depois alguém se lembrou de reconstruir as casas e começar a receber turistas. Uma óptima ideia, e assim nasce o pretexto para visitar a aldeia da Cuada, nas Flores.
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Rui Coelho
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2002-05-21
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A aldeia foi abandonada em meados dos anos sessenta, quando todos os habitantes emigraram para a América. Até que um dia alguém teve a bela ideia de recuperar as catorze antigas casas de pedra e criar um aldeamento turístico. Não foi uma empresa fácil, desde logo conseguir contactar os proprietários, depois as negociações, as burocracias, e por fim a transformação de ruínas em cómodas moradias. Como recompensa por todos os esforços a aldeia foi classificada pelo Governo Regional dos Açores como património cultural com interesse histórico, arquitectónico e paisagístico. Mas estamos certos de que o que mais agrada aos donos são os testemunhos que os hóspedes, das mais diversas proveniências, deixam ficar no Livro da Aldeia.
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O que fazer
Hoje, quem fica a dormir na Aldeia da Cuada, pode experimentar o sabor da vida de outros tempos e ter um contacto muito próximo com a natureza. A partir da aldeia, e seguindo a pé pelos vários percursos possíveis, há quedas de água, lagoas deslumbrantes, encostas inteiras de musgo e flores selvagens, matas e muitas vistas de mar, onde às vezes se vê ao largo a pequena Ilha do Corvo.
As Flores são um dos melhores locais de Portugal para mergulhar e pescar dada a abundância de espécies marinhas e a transparência do mar. É impressionante a quantidade de peixe que se vê à vista desarmada, bem como a facilidade com que os locais pescam abundantemente com canas rudimentares.
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Passeando de carro pelos montes, para além das variações da paisagem, é possível ver muitos coelhos - considerados uma praga e aos quais é possível dar caça todo o ano, diz-se que ainda há quem use, ilegalmente, a antiga técnica de fazer entrar os furões nas tocas para obrigar os coelhos a sair para uma morte certa. Junto à Aldeia da Cuada está a povoação da Fajã Grande, o ponto mais ocidental da Europa não continental, e junto a este, a Poça do Bacalhau, a pequena lagoa onde desagua uma altíssima queda de água. A apenas alguns metros de distância uma praia de grandes pedras cinzentas com um sete de ondas arrasador.
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Na Ilha das Flores moram 4.000 pessoas, dizem as estatísticas publicadas, mas parecem menos. Quatro mil, ou não, são simpáticos e parecem conhecer-se todos... Há algumas pequenas povoações espalhadas pela Ilha, sendo as maiores Santa Cruz e Lajes. A Ilha é toda ela um hino à natureza. Em algumas partes a vegetação é exótica e selvagem, noutras parece que estamos num organizado jardim com intermináveis canteiros de Hortênsias. É uma questão de passear e descobrir.
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