Chegando as festas de homenagem da Nossa Senhora da Boa Viagem, o varino que lhe deve o nome desfila todo engalanado.
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A motor ou à vela, o varino exige mão firme a marcar o rumo, desta vez por conta de Paulo Guerreiro, o homem do leme.
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A bordo a perspetiva de terra é bem distinta. A ilhota é um exemplo de sapal, um ecossistema sensível que é escolhido como abrigo por diversas aves marinhas.
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Diz o mestre que a cor do barrete se deve ao preço do tecido preto noutras épocas, mas não se subestime a função. Protege do frio ou do calor e a dobra ainda faz sombra.
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Todo o passeio foi uma aula viva que entusiasmou as crianças. Ao leme testaram se ainda se lembravam onde ficava bombordo e estibordo, conforme a direção que tomava O Boa Viagem.
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Há que tomar atenção, sempre que a vela é manobrada, não vá alguma distração fazer soar o velho grito de ´homem ao mar´.
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Esforço e trabalho de equipa, que a bordo há sempre voluntários, com mais ou menos músculo, prontos a dar uma ajuda.
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Tem qualquer coisa de mágico quando o motor por fim se desliga, pelo silêncio e pela paz que percorre os passageiros quando se navega à vela.
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O farol da Base Aérea do Montijo marca a entrada em águas mais agitadas, longe da proteção do canal. No regresso, lembra aos homens do mar que a casa já está perto.
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Terra de touros e de gentes ligadas ao rio, a Moita tem Nossa Senhora da Boa Viagem a cuidar-lhe dos destinos, como mostra o painel do varino.
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O Boa Viagem merece ser olhado com tempo e dedicação. Em cada recanto há pinturas garridas a mostrar que esta é uma embarcação de gente alegre.
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Moita, terra que já foi do Ribatejo há uns bons séculos e é hoje a casa do varino. O Boa Viagem está de volta ao antigo fulgor desde junho de 2011, graças ao empenho do município.
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T. Alda Rocha | Fotos 1, 3, 5, 8, 10, 11 e 12 Câmara Municipal da Moita | Fotos 2, 4, 6, 7, 9 e 13 Alda Rocha