Restaurante Dom Joaquim

Print Email Restaurante Dom Joaquim - fachada da frente

Restaurante Dom Joaquim

Noite e Restaurantes | Restaurantes

Inaugurado em Março de 2008, na cidade de Évora, o restaurante Dom Joaquim, já se tornou uma referência na gastronomia local tendo inclusive ganho um prémio atribuído aos melhores do Alentejo. Com os seus pratos típicos consegue atrair até si uma vasta clientela desejosa de provar os sabores daquela região, sempre acompanhada pelos reconhecidos vinhos alentejanos.

Localização Rua dos Penedos 6
Évora
7000-537 ÉVORA

Distrito: Évora
Concelho: Évora
Freguesia: Santo Antão

Mais Informações

Dia(s) de Encerramento: Quartas

Especialidades: Arroz de lebre, borrego assado, migas de espargos verdes com carne no alguidar, sopa de cação.

Lotação: 80

Preço Médio: 20.00

Tipo de Restaurante: Alentejano

Horário de Funcionamento: 12:00 - 15:00; 19:00 - 22:45

Área para fumadores: Sala para fumadores



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Restaurante Dom Joaquim – Évora
Pela mão do dono
   
Alda Rocha
   
Joaquim de Almeida, a verdadeira especialidade da casa como gosta de se nomear aos clientes, é o senhor da cozinha. Doces e boa parte dos salgados estão por sua conta.
   
O melhor é chegarmos a pé, que o estacionamento privilegia os residentes e o corpo há-de agradecer a caminhada. Passada a Porta de Alconchel, viramos logo à esquerda no Largo das Alterações de Évora. Meia dúzia de metros depois, espera-nos o Dom Joaquim, ou esperamos nós, pelo menos ao fim-de-semana, caso não tenhamos feito reserva.

O restaurante leva pouco mais de dois anos, numa cidade em que é grande a concorrência da boa comida, mas já criou os seus clientes fiéis, muitos deles trazidos com a publicidade do prémio atribuído aos melhores do Alentejo.

A contrastar com a luminosidade da rua, onde o branco multiplica o efeito do sol, cá dentro o ambiente é acolhedor, reforçado pelo tom de pedra natural das paredes. Multiplicam-se as cenas de toureio pintadas a óleo ou a carvão, vindas de Espanha, mas não são cenário permanente. De tempos a tempos, um novo pintor é convidado a fazer deste espaço a sua galeria, mostrando-se a novos olhares e contribuindo para renovar a decoração.
   
No entanto, mesmo que a arte nos distraia, a ementa absorve a nossa atenção, podendo até imagine-se, tornar-se um factor de stresse, dada a diversidade. Verdadeiro suplício este de escolher, mesmo que se tome a decisão sábia de nos restringirmos às entradas, quentes ou frias: podem chegar às 50, nunca sendo menos de 30.

À espera na mesa, o Choco à lagareiro torna-se eleito, enquanto se aguarda pelo Coelho à São Cristóvão, que virá também ele regado generosamente com azeite, a realçar o sabor avinagrado de fundo. Seguir-se-ão Ovos mexidos com espargos verdes, naquele ponto exacto de cozedura que os tornam um prato excepcional. Que dizer então se os experimentamos sobre uma tosta de pão alentejano carregada de orégãos?

Nos pratos principais, despertam atenção a Sargalheta (sopa de toucinho) de perdiz tostada no forno, o Arroz de lebre… Trata-se de um restaurante marcadamente alentejano, mesmo que albergue algumas inovações e não se fique pela geografia local, abarcando algumas receitas da costa, como o arroz ou a massinha de peixe. Joaquim de Almeida, o dono e cozinheiro de serviço, nunca destaca uma escolha, mesmo quando lha pedem.
   

Dá uma resposta divertida dizendo que a especialidade é ele. Há no entanto um prato da sua criação que não precisa de constar na lista para ser pedido. A Almofada de porco preto é feita de carne junto ao osso, cozida com linguiça e pinhões, antes de ser envolvida numa massa de pão. Disputa as atenções com o borrego e as Migas de espargos verdes com carne de porco de alguidar, para quem prefere as receitas tradicionais.

Com tanto por onde nos perdermos, é bom trazermos companhia em número generoso para poder alargar a prova da comida. Já no vinho, mesmo os bebedores solitários têm uma escolha maior nas colheitas servidas a copo, um hábito que se generaliza e aqui tem garante de qualidade com uma garrafeira específica, onde as garrafas são conservadas em vácuo depois de abertas.

   

Eis chegada a hora da sobremesa para os mais resistentes. Os queijos adiados nas entradas podem agora rematar a refeição, sejam secos, amanteigados, no forno com orégãos… Serão das poucas coisas que vêm de fora, já que tanto as sobremesas, como as compotas mantém o princípio de serem feitas aqui, como o resto da ementa.

Neste caso, com mão exclusiva de Joaquim de Almeida, que tem grande predilecção por confeccionar doces. A escolha recai no Doce rico cigano, com os pedaços de gila e as amêndoas acabadas de cortar. Fidalgo e sericá ainda disputam a decisão, adiada por ora que o regresso está garantido.

É bom saber que chegámos a pé, sem desculpas para adiar a caminhada ao longo da muralha, um verdadeiro alívio de consciências pesadas.

   
   
   
   
   
   
 
2009-07-01

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Telefone: 266731105

Localização
• Évora
Santo Antão
Rua dos Penedos 6

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