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Restaurante Aya – Carnaxide
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O novo espaço do chefe Takashi Yoshitake
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Andreia Melo
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Há 16 anos que o Aya é referência na cozinha japonesa em Portugal. Primeiro na Rua das Trinas, depois no centro comercial Twin Towers (espaço que ainda existe) e agora em Carnaxide, o chefe Takashi Yoshitake assegura a tradição e qualidade da gastronomia nipónica.
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Para os amantes da gastronomia japonesa, o nome Aya não é novidade. Já há dezasseis anos que o chefe Takashi Yoshitake anda a viciar portugueses (e não só) no sushi, no sashimi, na tempura e outras especialidades japonesas. Sempre como manda a tradição japonesa...
Mas se acha que este novo restaurante se assemelha ao da Rua das Trinas (que entretanto encerrou) ou ao das Torres Gémeas, desengane-se. Temperou-se a decoração, refinou-se a ementa e acrescentou-se uma loja de produtos típicos japoneses à receita. Aqui não é só a comida que é oriental, a experiência também o é.
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Vista o kimono
A decoração é japonesa. De um modo geral, minimalista e funcionalista, com predominância do preto. Logo à entrada há uma réplica de um carro do período de Heian. Tradicionalmente utilizado na cidade imperial de Kyoto por imperadores e nobreza transporta-nos quase imediatamente para o século XVIII japonês.
Se continuarmos o percurso neste museu-restaurante ainda nos deparamos com outra réplica em tamanho real, mas desta vez da armadura usada pelo lendário samurai Uesugi Kenshin I. Mesmo os mais distraídos aperceber-se-ão da bola de cedro “sugidama” que indica que se está na presença de uma destilaria artesanal de sake. De certeza que vai também deixar cair o olho no kimono em destaque junto a uma parede. Nipónico mais nipónico não há.
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A sala de refeições divide-se em três áreas: o longo balcão onde estão expostos os peixes que vão ser trabalhados pelos sushimen e onde o cliente também pode comer; as mesas paralelas ao balcão; e as salas privadas - umas maiores, outras mais intimistas - com portas em madeira de “hiba” construídas no Japão e trazidas directamente para Carnaxide. Aqui, as mesas são baixas e há vitrines com objectos decorativos japoneses. Uma outra sala à porta fechada, está reservada para grupos de apreciadores.
Faça o gosto ao seu palato
Uma refeição tradicional japonesa contém vários “pratos” com pequenas porções para que se possa degustar um pouco de cada técnica culinária japonesa. Por isso para entradas, tanto pode vir um prato de tofu cozido, como a tempura frita ou uns legumes ao vapor.
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E como a sabedoria popular nos diz que em casa de bom viver, faz como vires fazer, o Lifecooler arregaçou as mangas e pôs os hashioki (pauzinhos japoneses) à obra. Entrámos com o pé direito num sunamona especial. Salmão e pepino misturados com um avinagrado prepararam o paladar para o que ainda estava por vir. Seguiu-se uma incursão do tofu cozido com molho de vegetais. Uma breve passagem pela tempura (com molho de soja, mirin e dashi onde se dilui o gengibre fresco e o daikon, para cortar a gordura do frito), antes de chegar ao sashimi. Das lulas enroladas, ao pargo e ao pregado, ainda pusemos os pauzinhos no atum (toro e lombo) e no salmão. Diferentes sabores e texturas intercaladas com gengibre. Para quem detectar diferenças entre o sashimi no Aya e o sashimi noutros restaurantes japoneses, eis que a coisa se explica facilmente. A diferença está na frescura da matéria-prima e no corte. Não é à toa que Takashi Yoshitake é um dos poucos chefes em Portugal com autorização para trabalhar o mortífero peixe-balão...
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À mesa chegou também o sushi especial do chefe, improvisado pelo sushiman, e com inclusão das três variedades de sushi: chiracki, nigiri e makimano. Enchemo-nos de coragem e aventurámo-nos até num nigiri de enguia... Veio depois a sopa de miso, rica em ferro e é com o arroz, branco, que se dá por terminado o repasto. O arroz tem honras de destaque ou não fosse ele o alimento por excelência dos japoneses. A cereja em cima do bolo foi um gelado de chá verde. Quando uma experiência gastronómica corre assim, é motivo para erguer o sake - bebida tradicional japonesa feita a partir de arroz branco fermentado - e dizer “kampai”.
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Corte e costura
No Aya, a tradição não falha. É por isso que legumes, derivados da soja como o miso e o tofu, algas marinhas e peixe fresco estão presentes na esmagadora maioria dos pratos, todos eles arranjados como se de obras de arte se tratassem.
Outra das mais-valias deste espaço é a loja de artesanato japonês à entrada do restaurante. Junto a uma parede envidraçada com vista para Monsanto, reúnem-se vários objectos que remetem para o imaginário japonês.
Pulseiras, bolsas, porta-moedas, hashioki lacrados, kimonos, guarda-sóis, deixe-se envolver na seda, trabalhada à mão. Como aliás tudo o que existe (ou é feito) neste restaurante.
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