Restaurante Pano de Boca

Restaurante Pano de Boca
Noite e Restaurantes | Restaurantes
Restaurante dedicado à gastronomia alemã, funciona no espaço do Teatro Aberto e tem como responsável Detlef Fischer, gestor dos restaurantes Alemão da Expo 98 e do Goethe Institut, em Lisboa. A cozinha está a cargo de Walter Kilguss.
Praça de Espanha Teatro AbertoLisboa
1050-107 LISBOA
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Freguesia: São Sebastião da Pedreira
Mais Informações
Responsável: Detlef Fischer e Walter Kilguss
Estacionamento: Não
Dia(s) de Encerramento: Sábados (Almoços), Segundas
Horário de Encerramento: 01:00
Tipo de Restaurante: Alemão, Internacional, Fora-de-horas
Horário de Funcionamento: De Terça a Sexta, das 12:00 às 15:00 e das 19:00 às 01:00; Sábados das 19:00 à 01:00 e Domingos das 12.30 às 16.00.
Ambiente e decoração: Espaço com decoração minimalista, destacando-se as grandes fotos de peças de teatro e o pano de boca.
Bar/Sala de espera: Bar e Sala de Espera
Formas de pagamento: Multibanco
Necessidade de reserva: Aconselhável
Observações: Possui menu do dia à hora de almoço a preços mais convidativos.
Preço Médio: 20.00
Recomendado para grupos: Sim
Especialidades: Entradas: Salmão fumado com creme de rábano, caviar de salmão, creme frâiche, torrada e manteiga; Salada de rúcula com presunto serrano, melão e grissini; Crepes recheados com salmão fumado e espinafres em molho de açafrão. Sopas: Creme de galinha com fios de alho porro, natas e amêndoas; Caldo de carne com legumes e crepe de ervas. Peixe: Lombo de salmão com espinafres cremosos, talharim e molho de açafrão; Lombo de cherne grelhado com brócolos, amêndoas, batata cozida e molho de limão; Variedades de peixe e frutos do mar com ratatouille, arroz de caril e molho de ervas. Carne: Peito de perú com cogumelos frescos, molho de queijo e natas, massa frescas e legumes; Carne de vaca assada em molho de vinagre com bolas de batata, bagas de murta e couve roxa; Peito de pato assado com molho Calvados, legumes e bolas de pão caseiro; Misto de grelhados com molho de cognac, cogumelos salteados e croquetes de batatas. Doces: Crepe de noisette com gelado de nozes, molho de chocolate, licor de ovos e chantilly; Rodelas de maçã frita com gelado de baunilha, Grand Marnier e chantilly; Salada de fruta tropical com Cointreau e gelado de baunilha.
Acessos: A entrada para o restaurante é feita pela R. Ramalho Ortigão. Metro: Praça de Espanha, São Sebastião.
Lotação: 108
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Veja Aqui Mais Perto
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Restaurante Pano de Boca – Lisboa
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Cozinha alemã sobe ao palco no Teatro Aberto.
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Paula Oliveira Silva
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Detlef Fischer é alemão de nascimento mas quem fala com ele entende-lhe primeiro o sotaque brasileiro. Aprendeu a língua de Camões no lado de lá do Atlântico, no pais irmão, onde viveu 10 anos. Cansou-se dos negócios da noite e veio para Portugal para fazer nascer e ver crescer o restaurante alemão da Expo’98. O sucesso espreitou-lhe e a experiência mostrou-lhe que aqui é que era. Ainda passou pelo restaurante do Göethe Institut em Lisboa e à terceira, que é agora, pode ser que seja de vez, no recém aberto (8 de Fevereiro) restaurante alemão do Teatro Aberto.
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Faltava quem pusesse, literalmente, as mãos na massa. Para tal contratou quem destes assuntos percebe, o alemão Walter Kilguss, mestre de cozinha (mestre e não chefe porque possui mestrado). Sendo a gastronomia o motivo porque tanto viajou, o seu curriculum vitae conta as passagens por pontos bastante remotos do globo. Japão, China, Tailândia e México são alguns bons exemplos. Bem mais perto, em Sevilha, em Lisboa e em Hanoover esteve presente nas exposições internacionais onde coordenou equipa.
A história destes dois homens cruza-se com a do Teatro Aberto por uma razão simples. Nesta casa da representação o gosto pela dramaturgia alemã é publico e declarado. Por isso neste restaurante sente-se o respirar do teatro, a começar pelo Pano de Boca, analogia para com o guardanapo, embora este seja o nome dado à cortina que separa o palco do público. Algo está prestes a acontecer, é a sensação com que se fica por culpa da luz projectada sobre a grossa cortina. |
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Fotografias ampliadas de peças representadas na casa fazem de quadros e decoram paredes. Um terceiro elemento de decoração, o muito vidro que deixa entrar a luz de Lisboa, a zona da Praça de Espanha, o movimento da cidade...
Está na altura de se sentar. Cadeiras ergonómicas ajustam-se ao corpo embora à primeira vista até nem pareça. Uma casa assim já merecia guardanapos de pano, mas é por opção convicta que isso não acontece. Maior higiene, mais prático, disseram-nos. Na mesa, nada está à nossa espera. O couvert é aqui substituído por uma pequena entrada, “amuse guell” ou em português, o mimo do chefe. Todos os dias é surpresa, mas poderá ser qualquer coisa como uma mousse de salmão ou uma bola de carne pequena. De mês a mês pretende-se mudar alguns pratos da carta que não tenham tanta saída e assim torná-la mais apelativa. Espere-se inclusivamente pelas semanas temáticas onde os espargos ou a caça são motivos para se falar da tradição gastronómica alemã. As salsichas e a cerveja são um cliché da Alemanha mas não é só deste petisco que se enchem as páginas da ementa. A maioria das sugestões são de carne mas quando olhar para a ementa vai ficar verdadeiramente espantado pois encontra apenas uma sugestão fixa dos ditos enchidos, as salsichas de Nuremberga. Vêm acompanhadas com Choucroute ou Salada de Batata, Mostarda e Pão é um tipo de refeição mais rápida e ligeira. |
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Neste caso recomenda-se o acompanhamento de uma cerveja alemã. Köstritzer se lhe apetecer preta, Bitburger que pode ser sem álcool em garrafa ou com e à pressão e a Erdinger, cerveja de trigo com fermento. É bem mais gasosa do que aquilo que estamos habituados, mas é do mais típico que pode pedir. Made in Baviera.
A carne de vaca, porco e borrego tem muita incidência nesta cozinha e nos peixes e entradas o salmão domina. Eu que até sou mais adepta do peixe não resisti experimentar a Carne de Vaca Assada em Molho de Vinagre com Bolas de Batata, Bagas de Murta e Couve Roxa. Um prato que começa por ser preparado uns dias antes, no momento em que se coloca a carne a marinar durante uma semana num preparado à base de vinagre (mas que não deixa sabor) e outros condimentos como o cravo e o louro. Sabores amargos e doces aliam-se, o que facilmente se percebe nos nomes dos pratos, todos muito extensos para que não se perca a essência do prato na tradução. A gastronomia alemã trabalha muito à base do molho. Só no capítulo dos bifes cuja carne vem da Argentina e Brasil para além de ser possível escolher os gramas ainda se pode optar pelos molhos. O acompanhamento também é para eleger e a somar no preço. Os fãs da carne vão adorar saber dos grelhados mistos com molhos e cognac. Porém, as saladas e os pratos vegetarianos são outra alternativa assim como as refeições mais ligeiras que durante a semana à hora do almoço poderão rivalizar com os pratos do dia. Diariamente, uma sopa e dois pratos à escolha e por semana são três as sobremesas para eleição. |
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Apenas dois vinhos alemães estão representados nesta casa, mas marcas nacionais de qualidade encontra muitas mais (Esporão, Duas Quintas...)
Para compor o ramalhete, uma sobremesa seguida de uma aguardente genuinamente alemã à base de frutas. Ah, os crepes noisette com gelado de nozes, molho de chocolate, licor de ovos e chantilly é um dos doces que mais tem seduzido os clientes. E a si, seduz-lhe? |
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2005-03-15
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Informações Úteis
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Praça de Espanha Teatro Aberto
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