Tapada Nacional de Mafra

Tapada Nacional de Mafra
Animação Turística | Parques Temáticos
Criada no reinado de D. João V como parque de lazer da corte, a Tapada Nacional de Mafra conserva um património natural de características únicas. Com mais de 800 hectares, veados, gamos, javalis, raposas, aves de rapina e muitas outras espécies coexistem num cenário de flora invulgarmente rica e diversificada e que sobreviveu aos incêndios de 2003. É uma área densamente florestada com relevo irregular, atravessada por linhas de água como a Ribeira de Safarujo. Abundam os pinheiros, os sobreiros, os carvalhos e os castanheiros, algumas espécies fundamentais para alimentação dos javalis. Aqui existe, também, o Museu da Caça, reunindo armas antigas e animais embalsamados, e o Museu dos Carros de Tracção Animal do séc. XIX. A tapada procura transmitir aos seus visitantes a importância da preservação da natureza através de visitas guiadas, sendo a sua área completamente rodeada por um alto muro com mais de 21 quilómetros de extensão. Aos fins-de-semana e dias feriados nacionais, a tapada abre as suas portas ao público individual, realizando duas visitas guiadas em combóio articulado. São também possíveis passeios a pé.
Portão do CodeçalCodeçal
2640-602 SOBRAL DA ABELHEIRA
Distrito: Lisboa
Concelho: Mafra
Freguesia: Sobral da Abelheira
Mais Informações
Acessos: Lisboa -> A8 -> Saída Mafra/Malveira -> N8 Direcção Torres Vedras -> virar à esquerda direcção Gradil/Codeçal.
Dia(s) de Encerramento: Não encerra
Horário de Funcionamento: Das 09:30 às 17:30.
Observações: Em Dezembro e Janeiro a visita em comboio articulado apenas se realiza com pré-marcação e para grupos de mais de 20 pessoas. Os preços variam de acordo com as actividades a realizar. Nos meses de Primavera/Verão, poderão efectuar-se mais duas visitas com horário às 16 e 17h30 horas, dependendo da existência ou não de pelo menos 20 visitantes.
Serviços: Lojas, Restaurante (sujeito a marcações), Café/Bar, alojamento em casa de hóspedes
Período de funcionamento: Todo o ano, excepto dia de Natal e dia de Ano Novo.
Se algum dos dados apresentados não estiver correcto, envie por favor, um e-mail para a redacção do Lifecooler.
Veja Aqui Mais Perto
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Tapada de Mafra
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Veados, gamos, javalis, saca-rabos, raposas, lobos e pássaros. A Tapada de Mafra parece um jardim zoológico, mas com os bichos em liberdade. E ali perto é possível adoptar lobos para o resto da vida. Ideal para levar as crianças, que acabam fascinadas na Aldeia Típica de João Franco.
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Paula Oliveira Silva
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Transpostos os portões do Codeçal, dá o visitante de caras com uma autêntica sala de visitas. Uma enorme clareira, rodeada de verde, serve de local de encontro a quem espera pelo comboio que o levará neste passeio pelo velho parque de caça.
São 10.15 da manhã e já começou a visita. É bem cedo que os bichos se dão a ver. A bordo do comboio de três carruagens que segue por uma estrada de terra batida, miúdos e graúdos põem os sentidos à prova. Um pequeno descuido e lá ficam sem ver o bicho que apareceu com a mesma rapidez com que fugiu. Apesar de o património natural por si só justificar a visita, quem aqui vem sabe que terá um dia muito especial. Não é em todos os locais que bichos passeiam tranquilamente sem se preocuparem demasiado com a presença humana. Enquanto avança pela Tapada adentro irá encontrar abrigos de caça. Umas construções semicirculares com aberturas ao meio que serviam para colocar as armas e abrigar os caçadores, enquanto os camponeses, nas proximidades, afugentavam a caça para que saísse disparada em direcção aos locais onde se encontravam os abrigos. Pouco tempo depois, a primeira paragem: uma visita ao Museu de Carros de Tracção Animal, todos eles portugueses e todos utilizados pela realeza, quando ainda havia. Aqui ficará a conhecer algumas histórias interessantes. Sabia que a “jardineira” só podia ser utilizada por senhoras? Ou que o coche de longas distâncias possuía já mecanismos que permitiam aos ocupantes alguma privacidade? E que os “breques”, coches robustos, eram autênticos todo-o-terreno utilizados nas caçadas? Mas era assim. Retomando o caminho, e antes que surja a segunda paragem, a guia vai dando algumas noções importantes com as quais se fica a compreender melhor a fauna e a flora. Por mais que se tenha avançado neste percurso, a cor dominante continua a ser o verde. Houve mão divina aqui e nada foi deixado ao acaso. Quis o pintor que no seu quadro naturalista apenas mudasse a tonalidade. À sombra de diversos tipos de árvores e por entre matos de urze, trovisco, murta ou aroeiro, pode observar em plena liberdade gamos, javalis, veados, mas também uma grande variedade de aves, estas mais tímidas e por isso mais difíceis de serem vistas. A flora constitui um factor importante para a alimentação dos animais, assim como a ribeira que durante muito tempo o acompanhará no percurso. Explica a guia que esta é uma fonte de equilíbrio muito importante para todo o ecossistema. Os animais selvagens servem-se dela para matar a sede e para se refrescar. Estreito e modesto, ninguém diria que este tímido curso de água atravessasse toda a Tapada e desaguasse na Ericeira, a uns bons quilómetros dali. |
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Antes de regressar, uma passagem pelos cativeiros, feitos para que, caso os visitantes não vejam bichos em liberdade, ainda assim não dêem por infrutífera a visita. Em cercado encontrará algumas espécies de animais que também passeiam em liberdade pela Tapada: lobos, veados, gamos, javalis, ginetes, saca-rabos, e uma raposa. Ao contrário da indiferença dos seus companheiros livres, os de cativeiro não parecem muito satisfeitos com a presença de estranhos.
A criançada vibra com as histórias que lhe vão sendo contadas ao longo do passeio. A raposa, apanhada numa armadilha, ficou de tal forma perturbada que já não conseguiria caçar e morreria, por isso vive cativa. Os gamos, mesmo correndo o risco de apanhar um choque eléctrico, alargaram com as suas hastes os fios da vedação, para poderem entrar no pasto que tinha a erva mais fresca. Coisas de bichos. Agora, uma visita a outro museu, o da Tojeira. Aqui dominam os embalsamados. Para os mais impressionáveis convém referir que nenhum destes animais foi morto com esse objectivo. O seu aproveitamento aconteceu após a morte, por doença ou de forma natural. Este é o local apropriado para ficar a saber mais algumas curiosidades... A doninha portuguesa, de cor castanha, não ultrapassa os 30 cm e não exala odor, o que lhe permite passar pelas redes dos cativeiros sem ser notada. Os cervídeos, caso dos gamos e dos veados, apesar de pertencerem à mesma família, têm mais diferenças do que à primeira vista se poderia supor: uma delas está nas hastes. Já agora, sabe qual é a diferença entre hastes e chifres? (fique sabendo que as primeiras caem, os segundos são fixos). E porque o cenário assim não ficaria completo, as armas de caça também não foram esquecidas. Depois desta visita, espera-o a viagem de regresso ao Portão do Codeçal. Mas antes de seguir para outro destino, uma pausa para o almoço. A escassos quilómetros, no Gradil, há um restaurante que prima pela simplicidade e simpatia: o “Faisão”. Os vinhos vão de Norte a Sul de Portugal, mas a jeropiga é caseira. Grande variedade de pratos e se é amante de sobremesas peça a da casa. O nome é sugestivo – bigodes. E mais não se diz. |
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Uma aldeia faz de conta
À tarde, a aldeia típica de João Franco. De Mafra ao Sobreiro a distância é curta. Se tem filhos, este é o espaço ideal para os levar. Na sua pequena oficina, não proporcional à quantidade de figuras que cria, pode encontrar José Franco. Com as mãos ocupadas a trabalhar o barro, não pára de produzir sonhos. E como homenagear as crianças é o seu objectivo, ainda não deu a tarefa por comprida. É que este é um público muito exigente. Logo à entrada adverte-se para esta classe de visitantes, numa pequena lápide que mal se vê. “Atenção, agradece-se aos acompanhantes das crianças que as vigiem durante a visita. Obrigado.” Nesta aldeia faz de conta que se vive como viviam os nossos antepassados. E os mais novos podem sentir como eram esses tempos. Escolher entre o açougue (talho), a mercearia da Ti Lena ou a oficina do carpinteiro e ferreiro, é sempre difícil. Por isso acabam por brincar em todos. Antes de partir, passe pelo moinho para ver como o cereal se transforma em farinha para fazer o pão. Por falar nisso, e porque a tarde já vai longa e a fome aperta, recomenda-se o famoso pão com chouriço, à venda na Padaria da aldeia. E, já agora, prove a não menos famosa jeropiga. |
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O lobo é meu
Com os dias compridos e o sol ainda alto, há tempo para uma visita ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, na Malveira. O objectivo é proporcionar boas condições a lobos que, por várias razões, não possam viver em liberdade. Foi o caso do Âmbar, o primeiro lobo a chegar ao centro. A pata traseira ficou-lhe presa num laço, e ele, por instinto de sobrevivência, amputou-a. Mas se calhar a história do Lobinho já lhe é mais familiar. Veio nos jornais e tudo. Nascido perto de Lamego, foi encontrado num incêndio. O bombeiro que o salvou cuidou dele como se de um cão se tratasse, o que, infelizmente, o deixou bastante debilitado fisicamente. Morena, Clarinha, Manchas e Fosco são todos irmãos. Chegaram há 10 anos ao centro, com semanas de idade, depois da mãe ter sido envenenada. Vieram de Bragança. Além de ser um projecto inovador e único em Portugal, conta com uma fonte de apoio bastante curiosa: o programa de adopções. Por escassos 7.000$00 anuais pode adoptar um lobo. Mas não o pode levar para casa. Para muitas crianças este é um momento único para acabar de vez com as ideias negativas acerca desta espécie. Depois de os verem ao perto, a criançada começa a duvidar que o lobo seja mau e que tenha comido o Capuchinho. Isto quando os conseguem ver. E aí é que a tristeza pode surgir. Como o ambiente em que vivem é bastante semelhante ao natural, os animais não são exibidos em jaulas. Os cercados onde habitam são de grandes dimensões, podendo dificultar a sua observação. Se levar binóculos, as probabilidades aumentam consideravelmente. O melhor horário para esta visita é por volta das 19 horas, no horário de Verão. Depois da sesta os lobos aproximam-se mais das redes. Agora que o dia chega ao fim, se regressar à Tapada de Mafra espera-o um bom jantar e uma noite de sono na Casa de Campo, um edifício do século XVIII, restaurado e preparado para receber hóspedes. Decorada à época, dispõe de 10 quartos, bar e um jardim exclusivo para os hóspedes. Um real privilégio. |
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2001-05-23
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Informações Úteis
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INFORMAÇÕES ÚTEIS
Tapada de Mafra
A tapada pode ser visitada durante todo o ano, mas sempre com marcação prévia. Para o público em geral, nos fins-de-semana e feriados nacionais funciona com comboio articulado. As partidas são do Portão do Codeçal e têm lugar de manhã e ao princípio da tarde. Em Dezembro e Janeiro, este circuito só se faz para grupos de mais de 20 pessoas. As visitas escolares são de 2ª a 6ª feira. Os outros percursos podem ser realizados durante todo o ano.
Nos dias de caça não se realizam estas actividades. Informe-se antes de ir.
Outras actividades
Para além da visita em comboio articulado (duração 2 horas), poderá ficar a conhecer a Tapada através de um percurso pedestre, de foto-orientação e raids fotográficos. Os circuitos equestres e de BTT são de 15 Km. (A Tapada não dispõe de cavalos nem bicicletas). Existem ainda percursos de caça e campo de tiro para arqueiros e besteiros.
Caça
Sem ter perdido a sua vocação inicial, a Tapada é ainda hoje zona de Caça Nacional. O exercício da caça é realizado para corrigir a densidade de cada espécie, pois no espaço murado da Tapada não existem predadores naturais que seleccionem a população animal. A Caça Maior, de veados, gamos e javalis decorre em períodos determinados e é reservada a um número limitado de inscrições por caçada. O número de peças atribuído a cada caçador, por dia de caça, é também limitado segundo as espécies.
Aldeia Típica de José Franco
Entrada grátis. Aberto todos os dias das 9.30 – 19.30 incluindo a loja de artesanato, padaria e adega. Os restaurantes só estão abertos aos fins-de-semana e feriados.
Centro de Recuperação do Lobo Ibérico
Não está aberto ao público em geral, mas apenas aos sócios do Grupo Lobo e aos pais adoptivos, ou ainda visitantes com autorização prévia. Excepcionalmente, o CRLI pode ser visitado por pessoas que mostrem interesse em ser futuros pais adoptivos ou futuros associados do Grupo Lobo. Os grupos escolares não deverão exceder os 25 alunos.
Preço da visita: 400$00 por aluno.
Horário das Visitas: sábados, domingos e feriados
Verão (Maio a Setembro) – 16.00 às 20.00 Horas
Inverno (Outubro a Abril) – 14.30 às 18.00 Horas.
Marcação prévia necessária.
CONTACTOS
Telefone: 261817050
Telefone: 261815420
Telefone: 261785037
COMER BEM
Telefone: 261961161
DORMIR DESCANSADO
Telefone: 261817050
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Portão do Codeçal









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