Descobrir Nisa
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Descobrir Nisa
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A bordar História(s)
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Andreia Melo
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Barros e bordados, castelos e capelas, monumentos megalíticos e termas. Tire um dia para passear por Nisa. No caso de se esquecer da merenda, não se preocupe; está no sítio certo para se entregar ao prazer do pão alentejano e do queijo da terra.
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Nisa, Montalvão, Arêz e Amieira do Tejo, são estas as quatro paragens que propomos. Com excepção da Amieira, todas têm nomes inspirados em cidades do Sul de França: Nisa de Nova Nice, Arêz de Arles e Montalvão de Montauban. Isto porque as localidades foram povoadas com e por colonos franceses em tempos de D. Sancho I.
Em Nisa não se dá ponto sem nó Comece pela vila que dá nome ao concelho. Terra de templários, ainda ostenta as cruzes da ordem nas paredes das casas da vila. |
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Mas os portugueses reconhecem-lhe o nome Nisa por outras (boas) quatro razões: os bordados, os barros, o queijo e as águas termais.
Do castelo de Nisa, resta hoje o pano de muralhas a envolver o centro histórico. Assim que passar a Porta da Vila, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça dá-lhe as boas-vindas. Se subir à torre que fica junto à porta, pode avistar o caminho que tem pela frente. |
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É numa das ruas estreitas que pode encontrar o Centro Transfronteiriço de Artesanato e Produtos Tradicionais de Nisa, onde fica o Núcleo do Bordado, associado ao Museu do Bordado e do Barro, inaugurado em Maio deste ano. É um bom início para começar a desvendar os segredos da vila.
Corte e costura No Núcleo do Bordado aprende-se que o alinhavado é uma dos bordados típicos da região, que só o crivo de Nisa é enrolado e que as rendas de bilros são sempre feitas sobre uma almofada onde vão sendo espetados os alfinetes pregados onde se enrolam os fios dos bilros (espécie de pequenos fusos), que lhe dão o nome. E como quem conta um conto, acrescenta um ponto, ainda lhe ensinam mais uns quantos pontos durante a sua visita, como o caramelho ou o ponto de cadeia, utilizado no traje típico da festa da região. |
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Grande parte do espólio deste núcleo apoia-se no enxoval das noivas de Nisa. Ele há os xailes bordados a lã ou feitos com pele de cabra (arte típica de Montalvão), as camisas de dormir rendadas, as colchas de cama em rede de pesca bordada a renda de nó e até os coberjões, tradicionais cobertores de feltro, bordados à mão. Em exposição ainda encontra um tear antigo e um quarto típico de uma rapariga solteira do século passado.
De cadeia a museu Onde antigamente ficava a Cadeia Nova – cuja função desempenhou até 1965 - hoje fica sediado o novo Museu do Bordado e do Barro. E se o primeiro piso é dedicado à olaria, o segundo é ao bordado. |
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2009-11-12
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Bem-vindo a Nisa. Para lá das muralhas do castelo, encontra toda a história da vila onde se incluem os bordados.
Nisa foi cidade de templários. Ainda existem marcas (cruzes) desse tempo no Núcleo do Bordado do Museu do Bordado e do Barro.
Inaugurado em Maio deste ano, o museu é um dos principais pontos turísticos da vila.
Funciona no edifício da antiga Cadeia Nova. Aqui ainda encontra vestígios dessa antiga função.
Em exposição estão várias peças de bordado, feito em alinhavado, em renda de bilros, em ponto de cadeia, entre outras variações.
A admirar ainda diversas peças de olaria, com motivos cravados e preenchidos com quartzo. Em destaque está a homenagem a Joaquim Brandão, habitante de Nisa, que doou as peças mais antigas.
Do cimo de uma das duas torres do castelo de Nisa - cuja primeira muralha data de 1343 - podemos avistar as ruínas do de Montalvão, construído no reinado de D. Dinis.
Quando quiser descansar, experimente passar umas horas no spa do Complexo Termal de Nisa. Para utilizar as infra-estruturas das termas precisa de consulta médica. Para o spa, basta-lhe a marcação.
Aproveite para aumentar a sua cultura geral e aprecie a peça de arte Enxoval, da artista plástica Joana Vasconcelos.
Antigos são também os monumentos megalíticos de Nisa e um deles fica mesmo na estrada que leva às termas. Trata-se da Anta de S. Gens.
À entrada de Alpalhão existe uma réplica deste monumento pertencente ao período paleolítico.
Falta conhecer Amieira do Tejo. Visite o castelo, Monumento Nacional e um marco da arquitectura militar portuguesa. A construção de granito aparelhado é flanqueada por quatro torres.
A capela renascentista que integra o castelo serviu em tempos de prisão e de cemitério.
O passeio termina na Capela do Calvário. Construída no século XVIII, fica situada no cimo de um monte, e todos os elementos no seu interior estão relacionados com o Calvário de Cristo.
Junto à capela encontra actualmente uma escultura de Carlos Henrich doada à terra e em sintonia com a paisagem.
















