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Chaves e aldeias
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A velha arquitectura de Chaves é bonita, a comida é boa e as aldeias em volta são como imaginamos: pequenas ruelas por onde tanto passa gente como vacas. E há uma pedra enorme e misteriosa que qualquer criança consegue fazer baloiçar.
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Nuno Maia
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2002-02-04
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Começando pelo meio da noite, o local escolhido para se ficar instalado em Chaves, a antiga Aquae Flaviae (Águas de Flávio), fundada por Tito Flávio em 78 d.C., é o Forte de São Francisco, construído em 1658 no lugar de um antigo convento franciscano. A grandiosidade do velho forte impressiona à primeira vista, e nem é preciso entrar para perceber a importância do sítio. Cá fora a inscrição numa pedra anuncia que foi aqui que estiveram acantonadas as tropas de Napoleão na altura das invasões francesas. Depois de entrar nas muralhas ainda é preciso passar pelos jardins para chegar ao hotel. A decoração, e os amplos corredores em pedra, transmitem a sensação de se ter recuado alguns séculos. Passeie-se pelo hotel, visite-se a capela e aproveite-se a originalidade de poder passar pelos enormes túneis subterrâneos que ligam os vários edifícios do Forte de São Francisco.
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Passeie-se a pé pelas ruas de Chaves. Dos vários monumentos disponíveis, e são alguns, é obrigatório ver a famosa ponte romana com mais de 140 metros de cumprimento, o Forte de S. Neutel e a Torre de Menagem do castelo, mandado construir por D. Dinis. De resto, é bem pensado passear por onde calhar, olhando com atenção a arquitectura antiga – a que sobra no meio dos prédios plantados a granel pelo país fora e que também chegaram aqui. Sobretudo para quem é do sul, olhe-se bem para as janelas. Não, não é para dentro da casa dos senhores que lá vivem, é para as janelas mesmo.
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Descobrir aldeias
De volta ao forte de São Francisco, é altura de pegar no carro e partir à descoberta das pequenas aldeias nos arredores de Chaves. O destino é Boticas a pouco mais de 15 quilómetros de distância. As estradas não são as melhores mas a paisagem é linda. Por aqui o ambiente é muito mais rural, e é frequente ter de parar o carro para deixar passar o pastor que passeia calmamente as vacas. Se quiser arriscar, avance com a mão na buzina. Talvez elas se afastem. O melhor que há para fazer em Boticas é passear pelas ruelas da aldeia e sentir esse cheiro diferente que só as aldeias têm. Depois, e se ainda houver tempo, pode-se passar pelas aldeias de Monforte e Santo Estevão. Os seus castelos merecem uma visita.
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De regresso a Chaves pode-se ainda passar pela localidade de Tronco, conhecida pela sua pedra Bolideira. Uma enorme rocha que se desloca graças ao equilíbrio em que se encontra. O mistério é esse, mas não deixa de ser surpreendente ver criancinhas conseguirem fazer abanar uma enorme rocha. Para pais com vontade de fazer os filhos sentirem-se grandes e fortes, é ideal. Para terminar em beleza, duas sugestões para uma refeição típica da região, onde não poderiam faltar, obviamente, os enchidos e o famoso presunto de Chaves. São eles, os restaurantes A Lareira e o Carvalho. Qualquer deles é sem dúvida uma boa escolha.
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