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São Frutuoso - Braga
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Cozinha regional do Minho.
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Mafalda César Machado
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O caminho mais fácil para este restaurante consiste em procurar a direcção da estação de caminho de ferro de Braga, hoje transformada num “monumento”, facilmente detectável pela sua dimensão, seguir a rotunda que lhe fica próxima, até entrar no túnel que leva à saída do centro desta bonita cidade, com o trunfo de poder seguir uma tabuleta que, contrariamente ao que é normal por este país fora, se vai multiplicando com a direcção do monumento São Frutuoso.
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Aqui, na própria rua onde se localiza a razão da nossa procura, lugar para estacionar é coisa que não existe. Convém fazê-lo antes, pois está numa zona residencial onde a dificuldade não é das mais preocupantes. Estacionado o carro, algum cuidado há a ter, até entrar na porta com a sua indicação bem visível do São Frutuoso. É uma rua de passeios curtos, onde os carros circulam a uma velocidade, digamos, considerável.
Esconderijo saboroso
Resultante da transformação de uma antiga taberna, encontra, passada a porta, duas salas com as indispensáveis paredes de pedra. O ambiente é, pela sua natureza, fresco e pouco luminoso, o que chama ainda mais a atenção para o jardim ao fundo da segunda sala. A assinalar temos uma lareira, pouco apetecível por esta altura do ano mas bem vinda noutras temperaturas. A sucessão das mesas com as cadeiras de ar confortável, o balcão de acesso à cozinha. E uma curiosa colecção de fotografias com a respectiva legenda explicativa, de memórias que foram de uma cidade hoje desaparecida.
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A receber o eventual cliente lá está um dos proprietários, de simpatia discreta e aconselhamento gastronómico quanto baste. Quer isto dizer que não faz alarde das suas tradições regionais e tenta orientar quem venha de fora pela sua ementa, predominantemente constituída pelas sugestões do dia, contrariamente ao usual, em grande variedade.
De vinhos, o conhecimento desvendado é muito, pois, mesmo após a consulta da extensa lista, onde a relação qualidade preço é uma excepção, há sempre uma sugestão, pertinentemente comentada, de alguma novidade. O serviço de copos vem adequado à escolha feita, o que começa a ser um bom indício por este país fora, e chegou-se ao simpático detalhe de uma surpresa como entrada a conjugar, de efeito conseguido, com o vinho finalmente decidido.
Uma escolha a ter em conta
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Perante a perspectiva da variedade de opções do dia, muitas como foi dito, fica uma sugestão, que poderá ser de peso mas da qual a qualidade não deverá ser tida em dúvida.
Comecemos então por provar das entradas os bolinhos, bem redondos, de bacalhau acabados de fritar e o chouriço de sangue, de instituição caseira. Em complemento a broa de milho, quente, cumpre as suas funções, com o presunto em corte elegante.
E agora segue-se o prato principal, o arroz de cabidela, mais uma vez, de criação caseira. Uma dose abundante, a sobrar para duas pessoas, servida no tacho da sua confecção. Tempero no ponto com o vinagre convenientemente doseado e a carne tenra e saborosa a fazer bom par com o arroz do tipo indicado.
E para conjugação no mesmo registo de força minhota, o pudim do Abade de Priscos, tratado na tradição merecida.
Ficam como indicativas outras hipóteses testadas, os rojões com papas de sarrabulho, a vitela e o cabrito assados no forno, os vários bacalhaus e o arroz de pato que chamam à moda de Braga.
Braga, cidade que além da beleza ancestral que ostenta se pode orgulhar do seu moderno estádio e também do resistente restaurante São Frutuoso.
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2007-04-24
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