São Rosas - Estremoz
Restaurante São Rosas
Noite e Restaurantes | Restaurantes
Situado junto à Pousada de Estremoz, deve o nome à célebre lenda do milagre das rosas e da Rainha Santa Isabel. Margarida Cabaço, a proprietária, gere este local de bom gosto desde 1990, que, ao longo dos anos, conquistou merecida fama, ocupando hoje um lugar de honra na gastronomia portuguesa. O ambiente é de grande conforto e sobriedade, destacando-se ainda um terraço com vista sobre a muralha. A cozinha dedica-se, não em exclusivo mas com evidente preponderância, ao Alentejo, recorrendo aos melhores produtos que esta região oferece, como o porco preto, o borrego, os enchidos e as ervas aromáticas.
Largo Dom Dinis 11Estremoz
7100-509 ESTREMOZ
Distrito: Évora
Concelho: Estremoz
Freguesia: Santa Maria
Mais Informações
Responsável: Margarida Cabaço
Acessos para deficientes: Não
Estilo de restaurante: CoolPlace
Horário de Funcionamento: das 12:45 às 15:30 e das 19:45 às 22:30
Especialidades: Entradas: Enchidos de porco preto; Farinheira assada; Pasta de chouriço; Espargos bravos com ovos; Cogumelos recheados com gambas. Sopas: Açorda alentejana e Sopa de tomate com peixe. Peixe: Bacalhau assado e peixe grelhado. Carne: Carne de porco à alentejana; Carnes grelhadas; Ensopado de borrego; Porco preto grelhado; Entrecosto; Chispe de Porco; Borrego assado no forno; Tarte de perdiz; Lombo de porco com ameixas; Burras e Pombo bravo à Glória. Doces: Encharcada; Pão de ló de Alfeizeirão; Pêras com chocolate; Papos de Anjo e Leite creme queimado.
Necessidade de reserva: Aconselhável.
Período de Férias: Encerra na primeira quinzena de Julho e na primeira de Janeiro.
Preço Médio: 30.00
Recomendado para grupos: Não
Sanitários para Deficientes: Não
Serviços: Ar condicionado
Tipo de Restaurante: Português, Regional, Alentejano
Ambiente e decoração: As paredes caiadas de branco e o chão de tijoleira, tornam o espaço rústico dando-lhe um ambiente acolhedor.
Bar/Sala de espera: Bar e Sala de Espera
Dia(s) de Encerramento: Segundas
Estacionamento: Sim
Formas de pagamento: Cartões Crédito, Multibanco
História: Restaurante situado em casa de habitação dos antigos fundadores de Estremoz e dos serviçais do castelo. Fundado em 1994, por quem aprecia os sabores da cozinha verdadeiramente portuguesa.
Horário de Encerramento: 22:30
Lotação: 40
Observações: Encerra para férias na 1ª quinzena de Janeiro e Julho.
Acessos: Pela A6 sair à indicação de Estremoz, e depois do centro histórico onde se encontra o castelo. O restaurante situa-se por detrás da Igreja de Santa Maria. Pode estacionar o carro no interior das muralhas, pois existe cerca de 200 lugares disponíveis.
Área para fumadores: Exclusivamente Fumadores
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Veja Aqui Mais Perto
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São Rosas - Estremoz
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Excelência para além do Tejo.
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Mafalda César Machado
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É no lugar mais nobre de Estremoz que há cerca de 18 anos Margarida Cabaço teve a coragem de fazer o seu restaurante. Não foi preciso muito tempo para que no passa-a-palavra ficasse conhecido da classe «gourmet» portuguesa. E não só. A clientela espanhola é bem visível no aparato do parque automóvel, frente à pousada vizinha. |
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Fenómeno mais raro - pois abrir um restaurante não é propriamente um caso excepcional - foi mantê-lo dentro do padrão de qualidade imprimido desde o início. Para ser mais clara, não foi bem mantê-lo mas, melhor ainda, melhorá-lo. Quer isto dizer que hoje, quase a chegar às duas décadas, o São Rosas é uma referência inevitável na gastronomia portuguesa. E é na tradição nacional, na riqueza, passe a contradição, da simplicidade da cozinha tradicional alentejana, que se baseia. É, efectivamente, na qualidade dos produtos marcantes do Alentejo - e falamos do porco preto, do borrego, dos enchidos e das ervas -, que tudo começa. Segue-se a triagem na selecção dos pratos, que serão, não só, nem apenas, os mais representativos mas que constituem uma escolha equilibrada e elucidativa da ideia do que pode ser a oferta de um bom restaurante alentejano. São muitas as escolhas que o São Rosas manteve ao longo de todo este tempo, tendo, pouco a pouco, vindo a fazer uma incursão em pratos fora da área de raiz tradicional. Mas também temos que pensar que no Alentejo pode apetecer, de vez em quando, variar com, por exemplo, um rosbife com molho de paté ou um tornedó com molho à escolha. Nada que destoe do equilíbrio da ementa. Pelo contrário. |
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À moda do Alentejo Seguindo uma selecção lógica, refiram-se, então, as entradas: cá está a farinheira assada, o chouriço alentejano, os enchidos tradicionais de porco preto, num terceto de excepção. Quente, as tais Amêijoas à Bulhão Pato, os Cogumelos com alho e duas versões de omelete na textura cremosa devida. |
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Nas sopas, sector de relevo no São Rosas, a execução é irrepreensível. Elegem-se três hipóteses que, além de representativas, são reveladoras da qualidade da cozinha que aqui se pratica. São elas a Açorda de bacalhau, a Sopa de tomate com peixe, qualquer uma mais que suficiente para uma refeição completa, e a Sopa de tomate, feita segundo a receita original. Se lá for no Verão, pergunte se há gaspacho. Se tiver a sorte de o encontrar, vai deparar-se com a versão alentejana pura, feita com o pão que deve ser e os acompanhamentos à vontade do freguês: tomate bem maduro, pimento, chouriço cortado bem fino, que, na sua mistura com a água, o azeite, vinagre e os orégãos, com o refrescante do gelo, resultam na perfeição. Os carapaus fritos também o podem integrar mas, neste caso, parecem dispensáveis. Continuando pelos peixes, a zona de menos força, como seria de esperar do interior alentejano, o bacalhau assado na brasa, faz as honras da casa. Os poejos, aroma de marca desta região, estão presentes na truta em companhia de chouriço. Entramos, agora, no sector de resistência, as carnes. Aqui há que mostrar respeito. As doses são fortes, a escolha difícil e os resultados de várias experiências, comprovados. |
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Entre as burras no forno e o chispe assado, balança a escolha. Mais clássicas mas no ponto de execução exacto, as migas de pão com entrecosto. Que também pode ser, e é, bem grelhado. Passemos, agora, ao lombinho frito, de grande sabor, com a curiosidade de o acompanhamento inovador das migas de brócolos ou de couve-flor, difíceis de explicar. E, já que falamos de acompanhamentos, mais que merecem uma referência especial o esparregado, as batatas que são fritas na altura às rodelas grossas, as cebolinhas estufadas, uma delícia, as cenourinhas com ervas, alho e um toque subtil de vinagre e uma bela salada de tomate. O borrego pode ser assado no forno, suculento e em molho puxado, ou na versão mais leve de costeletas, bem grelhadas com alecrim. Lá estão, de companhia, as tais batatas fritas às rodelas. O esparregado, que aqui se acentua mais uma vez, é excepcional e pode compor o prato. Acabemos, que já é altura, pelo sector açucarado. E muito. Lá está à vista uma representação de peso da doçaria conventual alentejana com realce para o pudim de água de Estremoz, digno representante da terra onde nos encontramos, com algumas alternativas de outras áreas, como o pão-de-ló de Alfeizerão e a tarte de limão. Nesta casa, mesmo na ausência da sua distinta proprietária, o serviço corre, eficaz e silencioso, numa coordenação e simpatia que vão sendo raras na restauração nacional. De resto, como seria de esperar em casa de produtores de vinho, o serviço do mesmo é feito por profissionais e os copos adequadamente escolhidos. O São Rosas é, assim, a demonstração da existência contínua de um ponto seguro na restauração nacional. |
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2006-09-27
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Informações Úteis
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Largo Dom Dinis 11



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