2ª Parte - Pousada D. Afonso II
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2ª Parte - Pousada D. Afonso II
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Paula Oliveira Silva
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Recato A moderação da ornamentação dos quartos não se aplica ao espírito individual do alojamento da zona histórica, onde se situam também as suites. É o espaço assimétrico que assim exige. Em todos uma constante, a abertura para a paisagem. |
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Das janelas ou varandas vê-se a piscina que tão bem assenta na paisagem. Retomando a tradição árabe, ali se plantaram ciprestes e outras árvores que ficam sempre despenteadas à passagem do vento. Avista-se o pano de muralhas e de outra janela deita-se o olho à cidade e aos campos que se estendem por quilómetros e quilómetros onde os arrozais têm algum protagonismo.
As cegonhas cortam o céu no seu voo pesado e ruidoso. Essas ainda têm melhor vista. Imediatamente abaixo deste antigo castelo estão as casas encostadas umas às outras, em jeito de quem procura apoio. Quase a molhar-lhes os pés, está o Sado, fertilizante para os campos à sua volta. Degustação Toma-se o pequeno-almoço com vista para a Igreja de Santa Maria à espera de ver uma cegonha passar. O truque é este, basta olhar para o telhado do dito templo. Aproveitam estas aves a boa fé dos cristãos que rezam pelos que como elas estão no céu. |
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Ao almoço e jantar a pousada abre as portas a quem queira saborear o melhor que se faz no restaurante. A ementa é original com referências históricas sobre a alimentação ao longo dos tempos antecedendo as várias hipóteses gastronómicas. Decida-se em consciência sabendo de antemão da conjugação de vários factores como a qualidade e criatividade. Ora diga lá, vai uma salada, um caldo de peixe do Sado com hortelã da ribeira ou uma sopa de espinafres com bacalhau e amêijoas? Filete de robalo recheado com migas de camarão e hortelã da ribeirinha? Prefere uma costela de vitela de leite grelhada com flor de sal e polme de batata e maçã? Fique então com a sugestão de uns secretos de porco preto com migas de espargos verdes para o seu acompanhante. Delicie-se sem nunca esquecer os Comeres de Arroz que esta é a terra deles. Arroz de miúdos servidos com pato assado e cheiros do Alentejo ou arroz de coentros com pataniscas, para não citar mais. Sobre isto tudo, a festa de doces, frutas, queijos em buffet é o mais completo que lhe podem oferecer. O vinho que é sempre bom para alimentar a conversa obedece a outra prosa com carta à parte. Regue tudo isto com um néctar alentejano. Coma e beba que esta é decididamente uma das melhores mesas da cidade. Caso se compadeça com a gula, saia em paz consigo mesmo que esta antiga instituição monástica certamente não lhe negará o perdão. |
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2004-01-20
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Informações Úteis
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