Casa do Conto, arts & residence - Porto
Casa do Conto - arts and residence
Alojamento | Turismo de Habitação
Inaugurada em junho de 2011, propõe estadias num ambiente artístico e cultural. Seis suites distintas, marcadas pelos diferentes textos que povoam os tetos, juntam-se à sala de estar e ao jardim, em pleno centro do Porto. A Casa do Conto nasceu a partir da recuperação de um edifício classificado, de finais do século XIX, num projeto assinado pelos arquitectos da Pedra Líquida. Procuraram manter vivas algumas memórias, rescrevendo a história com betão. O despojamento da construção contrasta com o mobiliário de design vintage, dos anos 40 e 50, bem como espelhos que remontam à idade original da casa, além de candeeiros desenhados pelos arquitetos Siza Vieira e Souto Moura.
Rua da Boavista 703Porto
4050-110 PORTO
Distrito: Porto
Concelho: Porto
Freguesia: Cedofeita
Mais Informações
Responsável: Tito Carvalho
Localização: Centro Cidade/Vila
Preço Época Alta: 98.00 €
Preço Época Baixa: 98.00 €
Nº de suites: 6
Observações: Suites residence (viradas para jardim):130.00; suites avenue (rua): 98:00 (preço com pequeno-almoço).
Categoria: Turismo de Habitação
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Casa do Conto, arts & residence - Porto
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História e design
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Alda Rocha
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O edifício é classificado mas respira modernidade. A meio caminho entre a Casa da Música e o bairro das artes, somos convidados a descobrir quantas histórias podem caber numa casa de charme.
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Quantas vidas pode uma casa ter? A Casa do Conto reclama-se parte do universo dos livros, permitindo-nos deter nos seus capítulos, pela ordem que quisermos e sem termos de lhe impor um limite. Estamos em 2012 e, ainda que a fachada remonte a outra época, passada a porta de madeira, antiga, respira-se atualidade. Antes, já uma inscrição deixa uma pista de outra existência: junto ao número atual, pode ler-se "já foi 513".
Há paredes e tetos de betão cru e não fosse uma ou outra nota de cor, parecer-nos-ia saída de um retrato a preto e branco. Mas não se pense em frieza, perante a descrição. Seis suites acolhem-nos com conforto, convidando-nos a desvendar os escritos de cada uma. Respondem pelas iniciais de quem lhes assina as palavras, cinco arquitetos (André Tavares, Álvaro Domingues, Jorge Figueira e Nuno Grande) e uma poetisa e jornalista (Filipa Leal). |
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Foi um desafio curioso durante a construção gravar os textos. Foram feitos letra a letra, de esferovite, só depois de o betão despejado e bem seco foram retiradas, deixando-nos agora irresistivelmente de pescoço voltado para o teto.
Não são apenas as palavras que distinguem os quartos entre si. De um lado, dão para a Rua da Boavista, ainda a uns quantos quarteirões de se alargar em avenida, enquanto nas traseiras, há um encruzilhado de construções de onde se ergue a torre da Igreja de Cedofeita. Depois, podem ter ou não varanda interior ou exterior e kitchenette, conforme as preferências. Em nome da arquitetura |
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O tema dominante das revistas dispostas na receção já dá o mote: a Casa do Conto é de gente ligada ao mundo da arquitetura e quer fazer parte do circuito das artes portuenses. Há exposições que se vão sucedendo nas paredes, bem como apresentações de livros que animam os espaços. Conta até na sua história, ainda noutro capítulo, com um encontro Pexa Cucha, que junta pessoas à volta de conversas sobre design.
Assim se faz jus ao nome "arts & residence", mas também graças à localização. Está a uma distância a pé tanto da Rotunda da Boavista e da icónica Casa da Música, como de Miguel Bombarda, agora, mais que uma rua, toda uma zona animada por criadores de todos os ofícios. |
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Podia ser apenas mais um capítulo, este das artes, mas adivinha-se que dará matéria para muitos outros. A proprietária, Alexandra Grande, uma das autoras do projeto, prefere falar de contos e até nas janelas que levam a luz da escada central aos quartos desenhou portadas a lembrar páginas de livros. Algures nesta história, é preciso ainda guardar lugar para um momento de rotura, mas já lá iremos.
Por ora precisamos de tempo de feição que, mesmo em época de calor, convém não esquecer que o clima é temperamental, como convém à índole tripeira. Na folga dos passeios pela cidade, o jardim das traseiras é um bom local para recuperar o fôlego ou então para começar o dia, ao pequeno-almoço, protegidos pelas paredes toscas de granito. Aqui ainda resistem sinais de velhos usos, com o poço antigo, enquanto a guarda trabalhada de ferro das escadas nos indicia a verdadeira idade. Do fogo se fez novo |
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Típica casa portuense de oitocentos, erguida no ano de 1890, atravessou o século XX sem sofrer grandes alterações no seu caráter doméstico. E não seria a transformação em casa de hóspedes, já no século XXI, a cortar com o passado de vida de família. Recuperaram-se os tetos trabalhados, as madeiras do chão e até nas escadas resistia o corrimão original de madeira exótica. Tudo já a pensar na sua nova serventia de turismo de habitação.
Corria março de 2009, estava-se em vésperas da inauguração, quando, numa nota de aparente ironia, uma ambulância do INEM deu o alerta: um incêndio consumia o 703 da Rua da Boavista. Eram as primeiras horas da madrugada e supõe-se que o fogo começara tempo antes. Alimentado de tintas frescas e materiais de combustão fácil, pouco sobrou para contar a história. Mais um capítulo, este a terminar de forma abruta, para dois anos depois, em junho, estar de pé o projeto que hoje se conhece. Na porta, agora como antes, o mesmo batente de mão de ferro mostra que nem tudo muda, ainda que o conto, esse, não seja mais o mesmo. |
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2012-08-22
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Informações Úteis
Todos os tetos têm um lugar de destaque neste projeto. O ponto alto está na claraboia que ilumina as escadas, convidando-nos a olhar o céu.
Logo na receção, há revistas de arquitetura e design a mostrar qual o tema dominante. As paredes acolhem uma exposição temporária de fotografia, de Luís Palma.
Neta de um antiquário, a proprietária deu novo uso a este espelho que remonta, como a casa, ao século XIX.
As palavras interpelam-nos do teto, mas há mais sinais que nos remetem para o universo literário. As portadas das janelas da escada comportam-se como folhas de livros.
Não é apenas a escrita que torna cada suite única. Pode haver varandas, tanto interiores como exteriores, assim com kitchenette, depende das preferências.
Vista das traseiras, a cidade mostra o seu encruzilhado, numa teia de contrastes. Haja bom tempo e não faltarão detalhes para descobrir com um olhar cuidado.
Na sala de estar misturam-se peças de mobiliário do século XIX, que remontam à altura de construção, com outras mais recentes, de design vintage, da coleção do conhecido antiquário Raul Sousa.
Na sala pequenos-almoços, contígua ao jardim, há azulejos da construção original. A proprietária, Alexandra Grande, desenhou as mesas de forma a dar-lhes novo uso.
A Igreja de Cedofeita destaca-se nas janelas. No lado da fachada principal corre a Rua da Boavista, antes de chegar à rotunda homónima, já depois de se alargar em avenida.
O jardim estende-se retangular nas traseiras, com as paredes toscas de granito a oferecerem proteção do fervilhar da cidade.
A antiga guarda de ferro resistiu ao fogo, protegendo a descida para o jardim. Aqui, se o tempo não estiver de feição, há um recanto abrigado à saída da sala dos pequenos-almoços.
Aqui e ali há memórias que foram preservadas e nos remetem para velhas serventias. O poço antigo ainda resiste, a contrastar com o colorido das almofadas.
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Rua da Boavista 703











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