Hospedaria Convento de Tibães - Braga
Hospedaria Convento de Tibães
Alojamento | Hotéis
Após duas décadas de obras, a intervenção arquitectónica no Mosteiro de Tibães contemplou a abertura de uma hospedaria nas antigas alas do hospício e do noviciado, bem como do restaurante L`Eau Vive. A funcionar desde 2010, a gestão está a cargo de um grupo de missionárias francesas da ordem Donum Dei, contando com o apoio dos hotéis Bom Jesus. Os hóspedes têm acesso livre ao mosteiro, durante o seu horário de funcionamento e podem usufruir de uma visita guiada gratuita (mediante disponibilidade e pedido prévio).
Rua do MosteiroMire de Tibães
4700-565 MIRE DE TIBÃES
Distrito: Braga
Concelho: Braga
Freguesia: Mire de Tibães
Mais Informações
Localização: Campo
Preço Época Alta: 86.00 €
Preço Época Baixa: 77.00 €
Jardim
TV nos quartos
TV Satélite/TV Cabo
Restaurante
Telefone nos quartos
Nº de quartos: 9
Formas de pagamento: Cartões Crédito, Multibanco
Formas de reserva: Email, Fax, Telefone
Acessibilidade de deficientes motores: Acessibilidade fácil
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Veja Aqui Mais Perto
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Hospedaria Convento de Tibães - Braga
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Na paz dos monges
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Alda Rocha
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As paredes do mosteiro protegem o visitante da agitação exterior e até os telefones perdem o poder por estas paragens. A tranquilidade parece assegurada mesmo para as almas mais inquietas que se queiram refugiar na leitura ou aproveitar para descobrir a história de um edifício que teve uma importância indiscutível. Estando o espírito saciado, o Restaurante L'Eau Vive satisfaz as necessidades mais terrenas.
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Há quem estranhe a irregularidade das pedras até à entrada, boa metáfora da agrura dos caminhos monásticos de outras épocas. Mas a maioria apreciará por certo a autenticidade do percurso, sacrificando o arrastar da bagagem. Para trás fica a grande porta de madeira, vencida com chave de peso, e, num Inverno que não conhece chuva, ainda há espaço para sentir o frio austero da noite, sob um céu só possível longe de grandes iluminações.
Estamos no Mosteiro de S. Martinho de Tibães mas nestes tempos o acolhimento está entregue a mãos femininas, fazendo jus ao "convento" que batiza a hospedagem. São irmãs da congregação francesa Donum Dei que gerem a hospedaria, assegurando a quase totalidade das tarefas, desde a limpeza às refeições. As antigas alas do noviciado e do hospício - sítio onde se dá hospedagem gratuita - foram transformadas para receber os atuais visitantes. |
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Desde 2010 que as obras desta ala foram concluídas, numa das últimas transformações do Mosteiro de Tibães, na sua longa e sinuosa história, desde a fundação, findava o século X e começava a despontar o século XI. Chega mesmo a conhecer uma importância sem disputa quando nasce a Congregação de S. Bento de Portugal e do Brasil. Casa-mãe de todos os mosteiros beneditinos, torna-se um dos mais ricos e poderosos mosteiros do Norte do país e não apenas pelas razões mais imediatas.
É um edifício imenso, que a atenta visita guiada ajuda a descobrir, e tão relevante que teve um papel crucial a fazer escola, influenciando arquitetos, mestres pedreiros, carpinteiros e muitos outros artífices, no século XVII e XVIII. Escolher pernoitar protegido pelas suas paredes é também sentir de perto esta herança e garantir longos passeios, na vasta extensão de terras que constituem a propriedade rural, a apenas seis quilómetros de Braga. |
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Hospedagem de sorriso caloroso
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Com apenas nove quartos, nada parece ameaçar a atmosfera de tranquilidade que domina todos os espaços. O branco impera até no granito caiado, segundo nos dizem, por ser essa a recomendação nos pisos de uso nobre, a contrastar com os pisos térreos, de pedra à vista. Curiosamente, as irmãs usam roupas coloridas, longe da austeridade de outras ordens religiosas, e surpreendem-nos ainda mais nos nossos estereótipos pelo contraste com a alvura do ambiente. A congregação tem escola na arte de bem receber, com hotéis em várias partes do mundo e um segredo bem guardado, que revelaremos mais à frente.
Os quartos querem-se brancos, cama, paredes e televisão incluída, a disfarçar o tamanho original das celas dos monges. O espaço conquistou-se também com o vidro que delimita a casa de banho, sem que a privacidade fique comprometida nos quartos duplos, graças a uma cortina que corre quando necessário. É também de vidro, quase impercetível, a divisória que antecede o acesso à janela, onde as portadas vermelhas se destacam da brancura circundante. Aqui aninha-se um banco de pedra, a convidar à contemplação - fossem dois e seriam namoradeiras, o que se estranharia em casa monástica. |
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Lá fora está um jardim de roseiras, à espera de tempo de feição para explodirem de cor. Por agora, são as flores de uma magnólia que compõem a vista, a combinar com o frio revigorante mal o dia desponta. Do lado de dentro nada parece poder perturbar a paz reinante, nem o telefone, cujo sinal não consegue atravessar a grossura das paredes.
No piso de baixo, há sofás de sobra na sala de estar, onde o lume aceso da lareira convida a ficar. Mas será o restaurante a exercer o seu poder de atração. Também aqui são as irmãs que cuidam dos comensais e não apenas dos que pernoitam, uma vez que o restaurante está aberto a clientes exteriores. Talvez se esperasse cozinha mais caseira, sem com isso significar menos primor, mas por aqui há formação tirada na conceituada escola Cordon Bleu de Paris. |
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Restaurante para todos
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L'Eau-Vive é o nome dos diversos restaurantes existentes em vários países, onde as irmãs procuram evangelizar pela comida - palavras suas. Assim fizeram com o creme de agriões e avelã, bem como o linguado com manteiga e rama de funcho. E se dúvidas houvesse da tentativa de conversão, a poire Belle Hélène, com gelado e chocolate quente, trataria de as dissipar.
Finda a refeição, todos são convidados a cantar com as irmãs a Avé Maria de Lourdes, em redor da estátua da Virgem Maria. É um cântico de alegria, que ecoa em todos os seus restaurantes, tanto em francês como na língua do país acolhedor. E só por este momento de partilha valia a pena voltar. |
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2012-03-07
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Informações Úteis
O caminho irregular que leva até à entrada da hospedaria mantém as pedras que desde há muito continuam a ser percorridas.
Nos quartos predomina o branco e o vidro, para tirar partido do espaço original das celas dos monges.
Uma cortina tapa a divisória de vidro que faz as vezes de parede da casa de banho, para garantir a privacidade.
As portadas vermelhas contrastam com o granito caiado. Há sítios em que as portas foram dispensadas, mas onde ainda persistem os orifícios originais, a lembrar velhas funções.
No exterior, as roseiras ainda esperam por tempo mais favorável, enquanto a magnólia já está carregada de flores.
Na sala de estar, há sofás de sobra para acolher os visitantes, enquanto a lareira os conforta.
No restaurante, aberto ao público em geral, experimentam-se receitas de inspiração internacional.
Terminada a refeição, é em redor da Virgem Maria que as irmãs convidam os clientes do restaurante a cantar a Avé Maria de Lourdes.
Uma sala pequena da hospedaria acolhe agora a capela. A missa tem qualquer coisa de muito especial, celebrada neste espaço, diz quem participou.
Quando menos se espera, há mais um recanto que se descobre, numa variedade de estilos decorativos que nos surpreende.
O claustro do refeitório foi destruído por um grande incêndio no final do século XIX, sobrando só esta parede antiga. À volta há campos de cultivo que convidam a grandes passeios.
Esta sala polivalente, junto à entrada, pode ser usada em conferências ou eventos de pequena dimensão.
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Rua do Mosteiro











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