Print Email
Passeios de eléctrico
Histórias sobre carris
   
Paula Oliveira Silva
   
Um eléctrico pode ser muita coisa. Um meio de transporte, uma diversão ou um símbolo de uma cidade. Pode ser, e é. É também um monumento mas não como os outros, imóveis e frios como a pedra de que são feitos. Ainda que muito antigos, estes eléctricos são ecológicos e levam-nos a conhecer paisagens de outros tempos. Venha daí.
   
Eléctrico 1 - Porto

Não é que o templo não mereça mas a fila de gente que se mantém junto à Igreja de São Francisco, no Porto, aguarda sim mas pelo eléctrico. Para completar a meia hora de visita, o tempo entre cada partida do eléctrico, uma breve passagem pela Casa do Despacho, Sala das Sessões e o Cemitério Catacumbal do século XIX do antigo convento dos franciscanos.

O percurso mostra-nos dos lugares mais genuínos e pitorescos do Porto. A começar pelas mercearias de bairro, coladas à linha e vizinhas do lado de grandes marcas do design e da moda.

Miragaia é já na próxima paragem. Não há problemas de custo se descer logo aqui porque o preço que se pagou pelo Viajante Museus (10 euros), a nova modalidade de ingresso que igualmente dá acesso aos museus, permite subir e descer as vezes que apetecer.

Mesmo à beira-rio fica, desde a segunda metade do século XIX, o imponente edifício da Alfândega. É hoje Museu dos Transportes e Comunicações e a obra de recuperação levou a assinatura de Souto Moura.

Novamente sobre carris, segue-se lá para as bandas de Massarelos onde fica o Museu do Vinho do Porto cujo edifício já serviu de tudo um pouco, desde armazém de vinhos até depósito da Alfândega.

Nas tascas e cafés do Largo do Chafariz, homens da terra jogam às cartas e ao dominó, discutem futebol e lêem o jornal desportivo. Logo de seguida, mesmo em frente à alameda relvada, descobre-se a antiga Central Termo-Eléctrica ou por outra o Museu do Carro Eléctrico. Esta é também uma homenagem à cidade portuguesa, a primeira de toda a Península Ibérica a integrar na sua paisagem um carro eléctrico há 119 anos.

Agora é de vez, de eléctrico até ao final. Máquinas fotográficas preparadas que vamos passar pela Ponte da Arrábida. Notável pelo vão de 270 metros, foi record mundial para pontes em arco de betão armado.

Antes prolongava-se o caminho de eléctrico até ao castelo do Queijo mas hoje não vai mais longe do que o início do Passeio Alegre, local de deambulação da sociedade elegante de outros tempos.

No regresso, se por acaso optar pelo mesmo meio de transporte observe o ritual protagonizado pelo guarda-freio ao mudar, cada vez que uma viagem se inicia, o sentido do encosto dos bancos. Como há quase 100 anos. Igualzinho.

Ler o passeio todo aqui
   
Eléctrico 22 - Porto

O percurso é breve mas dá uma perspectiva diferente mesmo para quem já trilhou a pé aquele caminho vezes sem conta. No Carmo, junto ao quartel, perto do Hospital de Santo António e do Jardim da Cordoaria, começa o trajecto da Linha 22, três décadas após o seu desaparecimento da paisagem do coração da cidade.

O custo do bilhete é de 1,50 € e a linha arranca na Praça Gomes Teixeira, mais conhecida por Praça dos Leões, desce a Rua dos Clérigos e atravessa a Praça da Liberdade, junto aos Aliados. Pelo caminho espreitam-se alguns locais emblemáticos da cidade como a Torre dos Clérigos, a Livraria Lello, a Estação de S. Bento ou as igrejas dos Congregados e de Santo Ildefonso, enquanto se aprecia o emaranhado de transeuntes que se cruzam, subindo ou descendo duas das mais movimentadas artérias da Invicta.

Para além dos turistas, também os portuenses o usam para evitar as íngremes subidas e descidas que são as ruas 31 de Janeiro e dos Clérigos. O circuito de 2 ou 3 quilómetros termina mesmo junto ao funicular dos Guindais, após ter passado pelo Cinema Batalha e pelo Teatro Nacional S. João. Daí, pode optar-se pela rápida descida até à Ribeira pelo funicular que termina mesmo debaixo da centenária ponte D. Luís I, na Avenida Gustavo Eiffel (também com o custo de 1,50€).

Mas, quem preferir, pode fazer o regresso ao Carmo, pela sempre cosmopolita e comercial Santa Catarina, descendo a rua de Passos Manuel, seguindo pela Praça D. João I, junto ao Rivoli, atravessando os Aliados para depois subir a Rua Filipa de Lencastre até se chegar de novo ao Carmo.

Ler o passeio todo aqui
   
Eléctrico 28 - Lisboa

A primeira paragem (ou última, depende de onde se inicia a viagem) é no Martim Moniz, junto à igreja. Sobem-se os primeiros quarteirões da Avenida Almirante Reis para logo de seguida cortarmos à direita.

A viagem continua e começamos a entrar nos bairros tradicionais de Lisboa, como a Graça, com ruas estreitas e sinuosas onde mal cabem dois carros. Esta carreira tanto é utilizada por donas de casa que transportam os seus carrinhos de compras, como por estrangeiros de guias em punho.

No Largo da Graça, apanha-se a carreira mais curta do 28 que também termina nos Prazeres. Por isso, há quem diga em tom de brincadeira que “de Graça para os Prazeres, só mesmo no 28.” Daqui desce-se para a Voz do Operário e logo a seguir encontra a Igreja de São Vicente de Fora e, um pouco mais abaixo, a de Santa Ingrácia e Panteão Nacional.

Duas paragens depois, marca-se encontro com o Miradouro de Santa Luzia. Uma vista que pode servir de aperitivo para a panorâmica que vem a seguir - a do castelo de São Jorge. Mas para isso há que dar “corda aos sapatos” porque a subida ainda impõe respeito e o eléctrico não vai até lá cima. Custa, mas não muito. Desce-se um pouco e dá-se com a velha Sé e a Igreja de Santo António.

Para dar descanso aos pés, apanha-se novamente a carreira 28. Com o eléctrico embalado pela descida, chega-se num instante à Baixa da cidade. No extremo sul, está o arco da Rua Augusta, o único arco de triunfo da cidade.

Segue-se a íngreme calçada de São Francisco, passa-se pelo Teatro de São Carlos e entra-se na Lisboa Queirosiana. Chiado e Bairro Alto são argumentos suficientemente fortes para voltar a descer e partir à descoberta. O eléctrico passa ainda pela Estrela e continua viagem até Campo de Ourique mas nós ficamo-nos por aqui.

Ler o passeio todo aqui
   
Eléctrico de Sintra

Esteve o eléctrico durante várias décadas em repouso. Por falta de gente que o asfalto veio dar o privilégio aos carros particulares e às carreiras que lhe roubaram a clientela. Mas no ano em que se celebrou o seu centenário, o eléctrico reentrou nos eixos e veio para se meter na linha.

Foi inclusivamente recuperado o traçado original até ao pé do Museu de Arte Moderna. São quase 13 quilómetros de percurso que duram cerca de 45 minutos por entre uma vegetação que oferece de mão beijada as sombras.

Por vezes embrenha-se o eléctrico pelas povoações a dentro passando a pouco menos de dois metros das portas de algumas moradias. Desliza, inclusivamente, uma boa parte do percurso junto à estrada mas não compete com a velocidade dos automóveis.

Quando se passa pela Adega Regional de Colares, o passeio já está quase no fim.
Quanto ao preço, esse já é do nosso tempo. Já lá vai a altura em que o bilhete custava 20 réis. Hoje os dois euros que paga dão-lhe ainda acesso ao regresso.

Ler o passeio todo aqui
   
   
   
   
   
   
 
2010-09-22

LOJAS LIFECOOLER

DESCONTOS DO DIA

HOTÉIS

Travel Lifecooler
MAIS DE 500 HOTÉIS EM PORTUGAL AOS MELHORES PREÇOSDESCUBRA JÁ

RESTAURANTES

Travel Lifecooler
OS MELHORES RESTAURANTES COM DESCONTODESCUBRA JÁ

ATIVIDADES

Travel Lifecooler
AS MELHORES ATIVIDADES DE DESCOBERTA E BEM-ESTARDESCUBRA JÁ

PRENDAS

Coolgift
OFEREÇA AS MELHORES EXPERIÊNCIAS DE PORTUGALDESCUBRA JÁ

VIAGENS

Travel Lifecooler
FÉRIAS LOW COST NO MUNDO INTEIRODESCUBRA JÁ

LIVROS

OS MELHORES GUIAS TURÍSTICOS E LIVROS DE DESCONTO

Meteorologia

  • Lisboa
    Máx. 20º Min. 11º Hoje
    Máx. 22º Min. 13º Qua
  • Porto
    Máx. 18º Min. 8º Hoje
    Máx. 21º Min. 11º Qua
  • Faro
    Máx. 22º Min. 13º Hoje
    Máx. 23º Min. 16º Qua
Outras Localidades