Restaurante Varanda do Hotel Ritz Four Seasons
Restaurante Varanda do Hotel Ritz Four Seasons
Noite e Restaurantes | Restaurantes
O espaço é amplo, luminoso, e cheio de glamour. Este é o local predilecto de muitos industriais, banqueiros, embaixadores, advogados e alguns políticos mediáticos. Toda a comida é feita por ingredientes frescos, começando pelas saladas, queijos ou os vegetais cozidos. Ao almoço opte pelo serviço "buffet", onde encontrará a sopa do dia, o peixe fresco para além das duas especialidades diárias do chefe, ao jantar escolha uma das muitas maravilhas confeccionadas pelo chefe no serviço "a la carte".
Rua Rodrigo da Fonseca 88Lisboa
1099-039 LISBOA
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Freguesia: São Sebastião da Pedreira
Mais Informações
Responsável: Gonçalo Santos
Preço Médio: 50.00
Horário de Funcionamento: 12:00 às 15:00 e das 19:30 às 22:30
Dia(s) de Encerramento: Não encerra
Estacionamento: Sim
Formas de pagamento: Cartões Crédito
Horário de Encerramento: 22:00
Lotação: 80
Necessidade de reserva: Aconselhável.
Tipo de Restaurante: Grill, Internacional, Português, Regional, Esplanada
Área para fumadores: Zona Fumadores + Zona Não Fumadores
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Veja Aqui Mais Perto
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Varanda do Hotel Ritz Four Seasons - Lisboa
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Jantar com requinte de estrelas.
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Mafalda César Machado
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O Hotel Ritz, sem dúvida o marco da hotelaria lisboeta, soube manter desde os anos 50, data da sua construção, o requinte e o ambiente que continuam a fazer dele o local de eleição do jet set internacional. Dos negócios à política, da música aos mais altos dignatários das monarquias de todo o mundo, é no Ritz que ficam quando vêm a Lisboa.
A mudança para a cadeia Four Seasons, com a abertura de várias lojas e algumas modificações no bar não quebraram ao velho Ritz o charme único que protagoniza. A partir do momento em que a porta da entrada é aberta, é num mundo de calma e de luxo que se entra. Passada a emblemática sala onde os extraordinários arranjos de flores contracenam com a colecção das tapeçarias de Almada, o restaurante Varanda é uma escolha de respeito. A sala, imensa, decorada com o luxo discreto do conforto, abre em vista sobre o verde do Parque Eduardo VII. Do almoço para o jantar muda radicalmente. Durante o dia, o buffet mais conhecido de Lisboa, é animado por uma imensa clientela onde predominam os advogados e os homens de negócios de sucesso em paralelo com caras conhecidas da política e da banca. Na mesa central, em simultâneo com o serviço também possível à carta, procuram uma escolha única na sua variedade e qualidade. |
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À noite a perspectiva é outra.
A iluminação discreta da sala cria um ambiente cosy onde o cuidado de profissionais de primeira trata de clientes exigentes. E com razão. O responsável pela carta é o Chefe Executivo do Hotel, um francês com o trunfo da experiência de três estrelas da Michelin do La Côte D’Or e George Blanc. O seu novo chefe de restaurante, Sebastien Grospellier, tem a experiência adquirida com os grandes Bernard Loiseau e Henri Roux também estrelados da Michelin. Responsabilidade conjunta com provas bem dadas na prática. De uma lista onde se misturam origens portuguesas com sabores mediterrânicos e criações de teor mais internacional, é ponto relevante da oferta a preocupação em manter a essência da natureza dos produtos utilizados, complementando-os entre si com equilíbrio elegante. Das múltiplas hipóteses, foi pelo menu a que chamam Table D’hôte que se optou, por conter a essência representativa da arte culinária dos chefes. E não se pense que é incomportável o preço praticado. Tendo em conta o que se passa pela restauração da cidade de Lisboa, duas entradas, um prato principal, uma sobremesa, café e “mignardises”, sem vinhos, por 54.50 euros, com a qualidade e o requinte do Ritz não é nada que espante. E é experiência que não se esquece. A acrescentar já agora os vinhos, sugestão do escanção de serviço que completam a excelência da ementa. Com dois, 65.50 euros. Com quatro, 76.50 euros. Fica também uma nota para a recuperação que o hotel tem vindo a fazer do seu serviço de origem. As elegantes flutes de champagne com a marca do Ritz gravada voltaram a dar um toque especial às mesas, o próprio serviço de pratos debruado a dourado fez-se completar pelos acessórios mais variados adaptados às novas interpretações da cozinha, dando-lhe um toque de modernidade dentro da mesma linha de marca. |
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Os hors d’oeuvres, uma pequena graça a abrir, são um bom exemplo do que se segue, que foi, no dia escolhido, fora do menu, uma entrada de carpaccio de tamboril, cortado à finura extrema da transparência com aroma qb de caril e uma mousse leve de sapateira. Um extra a que se seguiu, agora dando inicio ao menu, o parfait de lavagante e funcho, crocante de cereais e vinaigrette de marisco, outra amostra sofisticada, ambas bem complementadas pelo champanhe rose brut da Ruinart. Ainda com o estatuto de entrada, o filete de salmonete, de uma frescura e firmeza de textura assinaláveis, salteado com azeite virgem e puré de ervilhas e molho de fígado, onde a compota de cebola se fez notar, assim como a apresentação do prato, cromáticamente uma declinação de verdes e laranjas. O vinho seleccionado, Quinta de Pancas, reunia nas duas castas, Chardonnay
e Arinto, paradigma da cozinha do Varanda, o complemento indicado às duas componentes do prato. Do prato principal optou-se pela carne, a sela de borrego panada com ervas frescas. Revelou-se uma excelente maneira de tratar borrego apresentando um resultado leve e elegante baseado em carne de primeira qualidade onde a ausência de gordura lhe confere toque internacional. Acompanham um croquete de polenta com azeitonas e terminando a sequencia de verdes, puré de salsa e chalota. À sobremesa surpreendeu a mousse de morangos, um detalhe rosa escondido no crocante de nougatine e o carpaccio, agora de beterraba, mais uma vez de extrema finura, na conjugação da acidez necessária com os morangos em mirepoix, com o aroma verde da hortelã. Prova de leveza e requinte. É assim justificada a escolha do Varanda, a prova inequívoca da existência do Hotel como lugar gastronómico. |
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2006-06-21
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