Restaurante ApertAzeite

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Restaurante ApertAzeite

Noite e Restaurantes | Restaurantes

Restaurante com cozinha cuidada e serviço eficiente, decorado com prensas, maquinaria e artefactos da oleicultura. É um restaurante regional, mas desengane-se se pensa encontrar exclusivamente comida alentejana, porque a grande aposta deste restaurante é justamente a diversidade, podendo também apreciar especialidades de outras regiões do país e do mundo.

Localização Estrada dos Celeiros
Campo Maior
7370 CAMPO MAIOR

Distrito: Portalegre
Concelho: Campo Maior
Freguesia:
Contactos Telefone268699090Fax268699098
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Mais Informações

Responsável: António de Almeida

Formas de pagamento: Multibanco, Cartões Crédito

Horário de Encerramento: 23:00

Lotação: 190

Bar/Sala de espera: Bar

Especialidades: Entradas: Moelas e calamares; Ovos mexidos com farinheira; Presunto Pata Negra; Migas com espargos; Amêijoas à Bulhão Pato; Salada juliana de salmão; Açorda alentejana com amêijoas à Bulhão Pato; Tábua de queijos. Sopas: Sopa de tomate; Açorda alentejana. Peixe: Bacalhau dourado; Cação de coentrada; Bacalhau assado;Bacalhau dourado. Carne: Lombinho de porco preto; Costeletas de borrego grelhadas ou panadas; Migas à alentejana; Bife do lombo; Miminho de novilho à pedra de sal; Febras do cachaço de porco preto;Tagliarinni com marisco; Caril de camarão á Oriental; Doces: Sericaia; Bolo de amêndoa e chila; Pudim flan; Baba de camelo; Mousse de chocolate.

Horário de Funcionamento: Das 12:30h às 15:30h e das 19:30h às 23:00hd

Estilo de restaurante: Bom Garfo

Acessos para deficientes: Sim

Estacionamento: Sim

Acessibilidade de deficientes motores: Acessibilidade fácil

Dia(s) de Encerramento: Segundas

Necessidade de reserva: Aconselhável.

Preço Médio: 25.00

Tipo de Restaurante: Português, Esplanada, Alentejano

Área para fumadores: Zona Fumadores + Zona Não Fumadores



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Restaurante Apertazeite – Campo Maior
O pai, o filho e o Espírito Santo
   
Andreia Melo
   
Muito se falou sobre o azeite ao longo dos séculos. E se uns povos se renderam às suas propriedades terapêuticas, já outros entregaram-se ao seu aroma e sabor. Produto com características místicas, serve também para representar o Espírito Santo cristão. Actualmente, uma boa dieta mediterrânica não passa sem ele. E a gastronomia alentejana do Apertazeite também não…
   
O pai é Rui Nabeiro, o nome por detrás da empresa que, em Campo Maior, gere uma adega, vinhas, um hotel, restaurantes e negócios satélites. Mas é o seu filho, João Nabeiro, quem dá a cara pelo projecto Apertazeite. Este antigo lagar alentejano já vestiu vários uniformes nos últimos 14 anos – sede de clube recreativo, café concerto, discoteca – mas foi de avental que viu a sua fama (e proveito) crescer, sempre sem esquecer as suas raízes. À porta do restaurante, uma mó anuncia que está no sítio certo.
   
A Oriente de Campo Maior

A carta tem um conceito, apesar da profusão de sabores que nela se reúnem, dos ambientes já não se pode dizer o mesmo. O restaurante tem quatro espaços diferentes. À entrada cruzam-se as culturas ocidental e oriental. Se a configuração do espaço nos é familiar, com mesas rectangulares colocadas em paralelo umas com as outras, os motivos que o decoram transportam-nos para paragens distantes. Impera a simplicidade neste primeiro espaço, por contraste ao segundo, onde o requinte já se senta à mesa.

De um lado superfícies espelhadas, de outro paredes rugosas pintadas em tons de vermelho. Assim se recebem os comensais nesta segunda sala. Junto às mesas, um antigo um moinho de azeitonas testemunha o passado desta casa e co-habita com aparadores clássicos e peças de cerâmica japonesas para criar um ambiente entre o cosmopolita e o kitsch.
   
O espírito alentejano está à vontade assim que subir uns pequenos degraus até à terceira área do Apertazeite. Vasilhas coloridas a azul estão penduradas nas paredes. Encontra outros utensílios da mesma família desde funis a gamelas e até almotolias. As antigas prensas de azeite servem hoje como expositores dos produtos típicos que aqui se degustam.

Ao final da tarde, quem janta nesta sala ouve o burburinho das gentes da terra que tomam um copo de tinto ou uma loira gelada na cervejaria que funciona no quarto e último espaço do restaurante, onde em tempos viveu um café concerto.

Se chegar cedo e sem fome, acomode-se nesta zona primeiro. Sente-se ao balcão e peça uma imperial. Para fãs de pormenores, experimente antes o assento antigo de barbeiro. E faça algo que nunca fez numa destas cadeiras: beba.
   
Aberto o apetite…

… tem uma extensa, curiosa e muito rica ementa para explorar. Extensa porque os sabores desenrolam-se em cinco páginas. Curiosa porque se pontua de pormenores interessantes, desde explicações históricas sobre o azeite a pequenas notas humorísticas sobre o porquê dos nomes dos pratos. E finalmente, muito rica, porque nela convivem a pura gastronomia alentejana com criações inovadoras e sabores internacionais.

Entre com o pé direito e peça que tragam à mesa a sugestão do chefe, que difere todos os dias. Mas o prelúdio também pode ser outro. Os vizinhos espanhóis emprestam a ideia de um polvo à galega bem servido e as gentes da terra uns pezinhos de coentrada e sopas como a açorda ou o gaspacho, ambos à alentejana. Confiámos no chefe e o investimento teve retorno com um míscaro servido com presunto e tomate cherry, regado com aquele que suspeitamos ser o molho preferido da casa…
   
Foi ao chefe que continuámos a pedir contas. Provámos um bacalhau dourado, porque na região este é rei, mas para a mesa veio também um bife folhado de nome Wellington, servido com espinafres, batata e tomate.

Na selecção das carnes, os comensais podem pedir um naco de novilho, um tornedó, um borrego bem servido ou uns lombinhos de porco e escolher depois que verduras acompanham e o molho que cobre. Nesta última categoria, não há como evitar o molho café Delta…

Coroe a refeição com uma tábua de queijos regionais ou uma sericaia. O chefe sugeriu um ananás caramelizado e nós sugerimos que experimente um gelado de azeite alentejano. E já agora que sorria quando vir chegar à sua mesa, um cubo de gelo. É que este serve de base à taça do gelado.

Para que se feche um ciclo, a refeição termina como começou a história da família Nabeiro: com um café. Delta, claro.

   
   
   
   
   
 
2011-07-27

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