Museu Histórico da Vista Alegre

Museu Histórico da Vista Alegre
Património, Tradição e Cultura | Museus
Situado junto à Fábrica da vista Alegre, este museu evoca a história da mais prestigiada fábrica portuguesa de porcelana. A colecção é composta por vidros do século XIX e porcelanas. Ilustra a evolução do fabrico de porcelana portuguesa, bem como a história da fábrica e dos seus sucessivos impulsionadores.
Fábrica de Porcelanas da Vista AlegreÍlhavo
3830-024 ÍLHAVO
Distrito: Aveiro
Concelho: Ílhavo
Freguesia: São Salvador
Mais Informações
Responsável: Liliana Cachim
Nº mínimo pessoas por grupo: 15
Dia(s) de Encerramento: Segundas
Horário de visita: Visitas ao Museu da Vista Alegre:
Terça a sexta-feira: das 9h00 às 18h00
Fins-de-semana e feriados: Horário de Inverno (Outubro a Abril) 10h às 12h30 e 14h às 17h;
Horário de Verão (Maio a Setembro) 9h às 12h30 e 14h às 17h
Dias de encerramento anuais: 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Realizam-se visitas guiadas em português, inglês ou francês, para grupos >= 15 pax, sendo
necessário efectuar marcação prévia.
Visitas à Fábrica de Porcelana da Vista Alegre:
Segunda a sexta-feira: das 9h às 12h (última entrada às 11h) e das 14h às 17h (última entrada às 16h)
Visitas guiadas realizam-se de segunda a sexta-feira em inglês, francês ou português, sendo necessário efectuar marcação prévia
Lojas: Segunda a Sábado: 10h00 ? 19h30
Encerram Domingos e Feriados
Marcação prévia: Marcação prévia de grupos para visita guiada.
Nº máximo pessoas por grupo: 50
Observações: A última entrada é feita 45 minutos antes da hora de encerramento;
Serviços disponíveis: Loja da Fábrica; Sala de Eventos e Refeições;
Se algum dos dados apresentados não estiver correcto, envie por favor, um e-mail para a redacção do Lifecooler.
Veja Aqui Mais Perto
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Vista Alegre
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Um símbolo da indústria nacional e as histórias por trás da marca que dispensa apresentações.
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Paula Oliveira Silva
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Embora esta paisagem não me seja desconhecida, agora que a olho uma vez mais, não consigo deixar de a classificar como uma das mais bonitas do país. A ria separa duas povoações que o homem tratou de unir com a construção de uma ponte ou encurtando caminho graças à ajuda dos moliceiros que embora menos, ainda hoje sulcam estas águas.
Não me admira mesmo nada que a fábrica mais antiga de porcelanas em Portugal se tivesse apropriado do nome desta maneira, Vista Alegre. Se ainda o é agora que faria naquela altura, em 1824, quando a fábrica começou a laborar pelas ordens de José Ferreira Pinto Basto. |
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Origens
Os primeiros anos foram marcados pela produção do vidro e foi a partir de 1830 que se começaram a preparar as pastas para a porcelana, motivada que estava a família pelas visitas de um dos filhos do fundador ao estrangeiro e pela contratação de pessoal especializado. Este esforço valeu um luxo, a autorização do uso das armas reais nas portadas das lojas, concedidas por D. João VI e por D. Miguel. Há inúmeras histórias associadas à fábrica mas uma que descobri dá-me particular interesse em contá-la. Como as estradas eram inexistentes e as que havia eram de má qualidade, a dada altura a solução encontrada foi a compra de camelos que lentamente conduziam a mercadoria. As reacções não se fizeram esperar e conta-se que nem os padres conseguiam manter os fiéis dentro da igreja aquando da passagem destes animais. Pudera... A visita à fábrica permite ficar a conhecer etapas como a moldagem e contra-moldagem, a estamparia e a minuciosa oficina de pintura manual, onde cada peça se torna única. Todas as etapas têm o seu interesse, mas esta, talvez por ser a mais artística, tem o dom de nos deixar de boca aberta. Como é que conseguem reproduzir com tanto rigor formas e cores tendo apenas como base uma amostra? É certo que a arte imita a vida mas este realismo detentor de detalhes inimagináveis, atordoa. |
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Vejo uma peça branca com o rebordo a preto. O guia entendido nos detalhes soluciona o quebra-cabeças, trata-se da cor do ouro quando fresco. Em fases diferentes impressionaram-me os poços com cerca de 2 metros de profundidade que funcionam como stock onde agitadores mexem constantemente na pasta líquida chamada também de lambujem e a entrada das peças para o forno, que se espreitarmos pelas laterais parece um autêntico inferno (as porcelanas têm de ser cozidas duas vezes, uma a 900 graus e a outra a cerca de 1200 graus). Apesar da sua relativa calmaria, fique a saber que a fábrica não pára. São 24 horas non stop. Impressionante.
O polimento manual e o talento de uma senhora que com pequenos pedaços de barro cria as pétalas de flores que vão terminar nalguma peça decorativa. Paciência, sabedoria e arte. É disto que também se fala aqui. Gente e costumes Criada a fábrica num lugar à época isolado, o fundador tinha agora outra preocupação, as infra-estruturas sociais. Casas para os trabalhadores, refeitório, creche (que ainda hoje funciona) e colégio, onde para além de ensinar os ofícios inerentes à fabricação, ministrava também a instrução primária e música. Talvez por ser pai de 15 filhos, José Ferreira Pinto Basto, sabia que mães que tenham os filhos por perto trabalham mais descansadas e consequentemente melhor. |
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Só um homem preocupado com as causas sociais poderia mandar plantar flores para embelezar o lugar, ficando os trabalhadores nalguns casos impedidos de cortarem determinados tipos. As oliveiras que ainda hoje ladeiam os caminhos tinham o propósito da produção de azeite para ofertar aos trabalhadores. Contam-se histórias de oferendas de sapatos, que para muitos destes homens e mulheres foram os únicos que tiveram na sua vida inteira.
Este aldeamento, que vingou para a posteridade, não se ficava apenas por isto, que já era muito bom. Os senhores de barba rija tratavam dela na barbearia e para segurança de todos existia ainda uma corporação de bombeiros (que ainda se pode visitar com todos aqueles carros antigos), a primeira do distrito. |
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2003-12-02
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Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre








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