Parque dos Poetas

Parque dos Poetas
Natureza | Espaços Verdes
Parque temático, tendo a sua 1ª fase sido inaugurada em 1993 e cujo nome advém do conjunto de 61 esculturas (na sua composição final ainda não concluída) referentes a poetas portugueses do século XX, como por exemplo Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa ou Sophia de Mello Breyner. Projecto nascido em torno da ideia de David Mourão Ferreira e Francisco Simões, de celebração da poesia portuguesa do século XX, a sua componente paisagística é da autoria do arquitecto Francisco Caldeira Cabral. É um moderno jardim com grandes áreas verdes e fontes, um anfiteatro ao ar livre, um parque infantil e um parque de merendas. Nos meses de Verão são realizadas diversas actividades relacionadas com o desporto e a cultura.
Quinta do MarquêsOeiras
2784-501 OEIRAS
Distrito: Lisboa
Concelho: Oeiras
Freguesia: Oeiras e São Julião Barra
Mais Informações
Horário de Funcionamento: Das 09:00 às 22:00. (Horário de Inverno); das 08:00 às 22:00 (Horário de Verão).
Serviços disponíveis: Parque de merendas; Parque infantil; Anfiteatro; Campos polidesportivos.
Observações: Acesso gratuito
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Veja Aqui Mais Perto
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Parque dos Poetas
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Uma inspiração de sonho a poucos quilómetros de Lisboa. Uma boa proposta a aceitar em nome do descanso e da descoberta.
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Rita Farinha
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Escolha um dia soalheiro, sem vento, apanhe o comboio da linha de Cascais e escolha uma de duas estações, Oeiras ou Paço de Arcos. Qualquer uma dá acesso a um dos parques urbanos onde de facto é possível descansar. A viagem por si só poderia servir de motivo para a visita. Com vista para o Tejo afastamo-nos de Lisboa, deixando a Ponte 25 de Abril para trás, ficando cada vez mais pequenina e distante.
Depois do comboio, há diversos autocarros que o levam ao destino, ou como alternativa pode sempre escolher o velho amigo “táxi”. Em menos de cinco minutos estará em frente dos actuais 10 hectares de descontracção e poesia. |
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Primeira impressão
Ao entrar parece-nos enorme, não é que não seja, mas só de pensar que ainda faltam mais 15 hectares por abrir, ainda ficamos mais apaixonados pelo local. Banquinhos com dupla direccionalidade, estátuas de dois metros de altura ideais para uma pose fotográfica, toldos de estrutura metálica ou de madeira, são apenas algumas das características que este parque tem para oferecer. A primeira dificuldade que vai encontrar é para onde vai primeiro. Já se vislumbram as estátuas, os repuxos, as fontes, os diversos caminhos devidamente assinalados. |
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Após a hesitação inicial, seguimos para as primeiras estátuas, pisando os poemas de diversos autores, inscritos no mármore ao longo da larga passadeira. Sobre estruturas de alumínio que nos indicam o caminho por cima da relva fresca e acabada de regar, chegamos junto das diversas obras de arte. O nome assinalado na estrutura metálica em forma de folha, ajuda-nos a identificar as diversas personalidades, que mesmo ao vivo são maiores que nós.
Teixeira de Pascoaes, Mário Sá Carneiro, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andresen, Natália Correia, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, Alexandre O’Neill e Fernando Pessoa, estão ali à sua disposição. Sente-se num dos bancos existentes e, quem sabe, não se deixa inspirar pelo momento e contagiar pela proximidade de tão ilustres figuras. Descanso assegurado De falta de locais para se sentar não se pode queixar. É pena não haver ainda muitas sombras, mas isso é uma questão de tempo, uma vez que existem muitas árvores em fase de crescimento. |
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2003-08-19
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Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço / Que adoecia talvez de te saber doente (Camilo Pessanha)
Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram / Dobrada à moda do Porto fria? (Fernando Pessoa)
Um pouco mais de sol - eu era brasa / Um pouco mais de azul - eu era além (Mário de Sá Carneiro)
Beija-me as mãos, Amor, devagarinho... (Florbela Espanca)
E em duas bocas uma língua...unidos / Nós trocaremos beijos e gemidos (José Régio)
No amor de Margarida eu, Goethe, me renovo. (Vitorino Nemésio)
Perde-se a vida a desejá-la tanto. (Miguel Torga)
Por maior que seja o desespero / Nenhuma ausência é mais funda do que a tua. (Sophia de Mello Breyner)
Por vezes fêmea. Por vezes monja. / Conforme a noite. Conforme o dia. (Natália Correia)
É urgente inventar alegria / Multiplicar os beijos, as searas (Eugénio de Andrade)
E por vezes as noites duram meses / E por vezes os meses oceanos (David Mourão Ferreira)
E eu quero o cruzeiro do sul das tuas mãos / Quero o teu nome escrito nas marés (Manuel Alegre)
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Quinta do Marquês








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