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Monte da Fornalha
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Às portas de Borba, um turismo rural rústico de refinado gosto.
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N'Dalo Rocha
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2005-05-13
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De manhã, ainda mal despertos, somos envolvidos pelo som abafado do relógio de cuco que dispara quatro ou cinco cucos seguidos. Ainda no quarto, consultamos o nosso relógio e surpreendentemente o cuco está atrasado. Mais tarde, já no salão para tomar o pequeno-almoço, comentamos com a proprietária que nos informa tratar-se de um cuco verdadeiro que todos os dias insiste em cantarolar ali.
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Passado o momento cómico, é tempo do pequeno-almoço. Pão alentejano, bolos caseiros, queijos, sumos de frutas e compotas naturais são paladares que abrem sempre o apetite.Seguidamente, passeamos pelo jardim para descobrir as árvores, os canteiros floridos e o poço de água. Noutros tempos, servia a agricultura, mas hoje a sua água é utilizada apenas para fins domésticos da Fornalha. Apesar de estar tapado, pode levantar-se a protecção de cobre e espreitar até ao fundo. Porém, não se lançam moedas nem se formulam desejos. Apenas se contempla. Adiante está a piscina de cores rosadas, rodeadas de oliveiras. Dá um ar de domus romano. Não é muito grande mas é agradável e absolutamente necessária nos dias de maior calor.
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O Monte
Está ligeiramente isolado da estrada nacional, o que nos garante algo que buscamos: tranquilidade. Tem um arco setecentista, atrás do qual se esconde o cuidado jardim que regala a vista. O salão é dos espaços mais agradáveis desta casa e onde os hóspedes fazem vida comum. A partir dos sofás agradáveis e fofos que convidam ao repouso, repara-se no esmero empregue na decoração, como os pequenos baús de madeira ou os tapetes de diversas cores e texturas. O chão, de cimento afagado, foi inspirado nas casas marroquinas, que também têm climas secos e quentes. Esta opção proporciona frescura no Verão e temperaturas amenas no Inverno, sempre com o contributo das duas lareiras que ajudam a manter o calor, assim como o tecto revestido a madeira.
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